Ônibus envolvido em acidente com 16 mortos em Alagoas fazia transporte clandestino, diz ANTT
Veículo levava romeiros do Ceará para Alagoas, não tinha autorização, seguro nem licença de viagem; governador decretou luto oficial


Vicklin Moraes
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus de romeiros envolvido no grave acidente ocorrido na manhã desta terça-feira (3), em São José da Tapera, no sertão de Alagoas, realizava transporte clandestino de passageiros. A tragédia deixou ao menos 16 mortos.
Segundo a ANTT, o veículo não possuía autorização para transporte interestadual, não estava habilitado junto à agência, não tinha Certificado de Segurança Veicular (CSV), seguro de responsabilidade civil vigente nem Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado.
O grupo de romeiros retornava de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a Coité do Nóia, em Alagoas. Entre as vítimas estão sete mulheres, cinco homens e quatro crianças.
Testemunhas relataram que o ônibus saiu da pista após o motorista perder o controle da direção, capotando em um trecho conhecido como “S do Caboclo”. Uma força-tarefa com equipes de resgate, saúde e segurança pública foi mobilizada para o atendimento às vítimas.
Durante toda a manhã, moradores e familiares acompanharam os trabalhos no local e lamentaram a tragédia. Um romeiro de Alagoas que também esteve em Juazeiro do Norte afirmou ter visto o grupo antes da viagem de retorno.
O governador de Alagoas, Paulo Dantas, decretou luto oficial de três dias e afirmou que acompanha pessoalmente as ações de resgate, atendimento aos feridos e os trabalhos de perícia.









