Cidades

Mãe vai à Justiça após filho exibir arma de brinquedo no RN

Episódio ocorreu durante comemoração após o primeiro turno das eleições; menino estava com o pai, e mulher busca regularizar a guarda da criança

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Sofia Pilagallo, SBT Brasil

A mãe de um menino de nove anos filmado segurando armas de brinquedo durante uma comemoração após o primeiro turno das eleições acionou a Justiça para regularizar a guarda do filho. As imagens foram gravadas em Parnamirim, na região metropolitana de Natal.

No vídeo, compartilhado nas redes sociais, a criança aparece no capô de um carro, cercada de adultos. O menino exibe um objeto semelhante a uma arma de fogo e, em seguida, segura outro. Segundo o Conselho Tutelar, a exposição colocou a criança em risco, apesar de os objetos serem simulacros.

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"A criança esteve ali em situação de risco. Quando ela está com aquele simulacro, aquele brinquedo, poderia, de certa forma, ser confundido com uma arma e poderia até acontecer algo pior", afirmou a conselheira tutelar Amanda Melo ao SBT Brasil.

Ao SBT News, Amanda contou que a repercussão das imagens levou moradores a cobrar providências e a marcar conselheiros tutelares nas redes sociais. No dia seguinte à eleição, ela encaminhou uma comunicação à delegacia especializada na defesa da criança e do adolescente, para que fossem tomadas as providências cabíveis e identificados os responsáveis pelo menino.

À Amanda, a mãe, que não quis se identificar, contou que o pai do menino comprou a arma de brinquedo e a mantinha em casa para que o filho brincasse durante as visitas. Ela afirmou que se opôs à decisão, mas que o pai manteve a escolha mesmo assim. Apesar dos "excessos", a mãe o descreveu como um bom pai.

"A mãe fala que o pai é um bom pai. No entanto tem seus excessos", disse Amanda. Acredito que ele se emocionou bastante com relação à comemoração política e tenha permitido. E a multidão em si também, pelo que a gente vê nos vídeos, incitou a criança a estar ali."

Após conseguir contato com a mãe, o Conselho Tutelar aplicou medidas protetivas, incluindo encaminhamento para atendimento psicológico. A conselheira informou que a criança está bem, sob os cuidados da mãe e protegida de novas exposições. Por essa razão, o órgão não considerou necessário adotar outras medidas naquele momento.

Segundo Amanda, a mãe decidiu manter o filho sob seus cuidados até que a Justiça defina a guarda. O contato entre a criança e o pai, porém, continua por telefone. A conselheira informou que ainda não ouviu o pai sobre o episódio. Caberá à Polícia Civil colher o relato dele e apurar se houve crime.

O caso é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte e tramita sob segredo de Justiça. Os pais foram procurados pelo SBT Brasil, mas não quiseram se manifestar.

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