Ginecologista suspeito de abuso sexual contra 23 pacientes é preso em GO
Médico teve prisão preventiva decretada após denúncias de abuso durante consultas; vítimas relatam padrão de comportamento
Guilherme Martins
Um ginecologista, Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, foi preso em Goiânia sob suspeita de violência sexual contra pacientes durante consultas médicas. Segundo a investigação, inicialmente cinco mulheres denunciaram o caso, mas o número de possíveis vítimas já chegou a 23.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça diante da gravidade das acusações e do surgimento de novas denúncias.
De acordo com a Polícia Civil, o médico adotava uma postura considerada “carinhosa” para ganhar a confiança das pacientes, mas com atitudes classificadas como inadequadas.
As mulheres relatam que ele costumava abraçar e beijar pacientes de forma incomum para um profissional de saúde. Durante os atendimentos, também teria realizado toques sem consentimento.
Segundo os depoimentos, o comportamento seguia um padrão, especialmente no momento em que as pacientes eram encaminhadas para a sala de procedimentos.
Como começaram as investigações
O caso começou a ser investigado após cinco mulheres procurarem a Delegacia da Mulher em Goiânia e relatarem situações semelhantes durante consultas.
Com o avanço das apurações, o número de denúncias aumentou para 23 possíveis vítimas. A polícia não descarta que novos relatos surjam após a divulgação do caso.
Durante o depoimento, o médico permaneceu em silêncio e foi encaminhado ao sistema prisional. A defesa afirma que ele é inocente.
Suspensão do registro profissional
O Conselho Regional de Medicina de Goiás informou que suspendeu o registro profissional do médico. As denúncias estão sendo apuradas sob sigilo.
A investigação segue em andamento. A polícia trabalha para reunir provas e ouvir outras possíveis vítimas.
Relembre o caso
Cinco mulheres denunciaram um ginecologista por suspeita de abuso sexual durante atendimentos médicos em Goiânia e em Senador Canedo, na região metropolitana da capital goiana. O médico é investigado pela Polícia Civil, que apura ocorrências registradas desde 2017.
O suspeito foi identificado como Marcelo Arantes e Silva. De acordo com as investigações, os abusos teriam ocorrido ao longo de quase uma década dentro de consultórios.
Segundo relatos das vítimas, o médico realizava exames sem o uso de luvas e fazia comentários de cunho sexual durante as consultas. Em um dos depoimentos, uma mulher afirmou que foi abusada na presença da filha adolescente.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que abriu procedimento para investigar a conduta do profissional. A clínica onde ele atendia anunciou o desligamento imediato do médico.








