Dono de açougue clandestino é preso após vender carnes vencidas em SP
Estabelecimento armazenava alimentos sem identificação e fora do prazo de validade


SBT News
O proprietário de um açougue clandestino na região da Vila Ema, zona leste da capital paulista, foi preso em flagrante por armazenar e vender carne estragada. A detenção ocorreu na tarde de segunda-feira (27), pela Polícia Civil.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a equipe policial estava em deslocamento de retorno à base quando foi acionada por moradores, que relataram um forte cheiro de carne apodrecida vindo de um imóvel que funcionaria como açougue clandestino.
No local, os policiais foram recebidos por um funcionário, que autorizou a entrada. Durante a vistoria, a equipe constatou que a câmara fria armazenava carnes sem identificação e sem data de validade. Também foram encontrados indícios de que o estabelecimento misturava soja aos produtos para aumentar o peso e, consequentemente, o valor de venda.
Pouco depois, o proprietário chegou ao local e indicou a existência de um segundo imóvel, em uma rua próxima, onde também armazenava os produtos. No endereço indicado, os policiais encontraram carnes sem qualquer tipo de refrigeração, que estariam no local desde a última sexta-feira (24), após serem retiradas para “descongelar”.
Ainda de acordo com o delegado, os espaços não apresentavam condições sanitárias mínimas. A câmara fria ficava próxima a um banheiro e a áreas de circulação e alimentação de funcionários, aumentando o risco de contaminação.
Funcionários relataram que não havia condições adequadas de higiene e que o local não possuía qualquer identificação comercial. Além disso, foi identificado que o proprietário já possui antecedentes por comercialização de produtos impróprios para consumo.
Ele foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo e encaminhado ao 42º Distrito Policial, onde o caso foi registrado. O suspeito deve passar por audiência de custódia.
A Polícia Militar informou que irá apurar para quais estabelecimentos os produtos eram fornecidos, a fim de acionar a Vigilância Sanitária. Há indícios de que o próprio investigado manipulava as datas de validade das carnes.









