Cidades

Caso Ruy Fontes: morte de suspeito dificulta investigações

Polícia afirma que integrante do PCC participou do planejamento do crime; perícia espera encontrar troca de mensagens em 2 celulares que estavam com o suspeito

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Fabio Diamante, Robinson Cerantula
01/10/2025, 23:25 • Atualizado em 02/10/2025, 02:20
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Para a força-tarefa que investiga o assassinato do ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes, a morte de um dos principais suspeitos não foi uma boa notícia. Segundo investigadores, Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, teria participado de todo o planejamento até a execução do crime e tinha muito a revelar.

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Ele foi morto na última terça-feira (30), em um prédio localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde estava escondido.

Umberto, que estava com a prisão temporária decretada, havia fugido da Baixada Santista, em Praia Grande, poucas horas depois do crime, ocorrido no dia 15 de setembro. Em seguida, passou pela capital paulista, onde se escondeu no bairro do Grajaú, na zona sul. Com o cerco policial, seguiu para o Paraná, que, segundo a investigação, seria apenas um ponto de passagem.

A polícia de São Paulo descobriu seu paradeiro na sexta-feira anterior. O prédio em São José dos Pinhais foi monitorado durante todo o fim de semana. Na ação, 18 policiais civis participaram do cerco, sendo 13 do Paraná e 5 de São Paulo. Eles subiram pelas escadas até o último andar do edifício. Quando arrombaram a porta do apartamento, Umberto, armado com uma pistola, atirou contra os agentes. No revide, foi atingido e morreu no local.

Dois celulares em posse do suspeito foram apreendidos e entregues à Polícia Civil de São Paulo. Os aparelhos serão periciados para identificar eventuais trocas de mensagens com outros envolvidos no crime.

Umberto foi identificado na investigação por meio de impressões digitais. Ele esteve nas duas casas utilizadas pelos assassinos do ex-delegado, em Praia Grande e Mongaguá, no litoral paulista. Segundo a polícia, ele era vizinho de outro suspeito que segue foragido: Luis Antonio Rodrigues de Miranda, responsável por alugar a casa em Praia Grande. Luis Antonio ainda teria ordenado a Dahesly Oliveira Pires, presa desde então, que buscasse um dos fuzis no local no dia seguinte ao crime.

Segundo a polícia, Umberto tinha duas passagens por roubo e era integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Já havia passado por unidades prisionais dominadas pela facção na capital paulista, em Franco da Rocha, Guarulhos e Osasco, na Grande São Paulo, além de Lavínia, no interior.

O corpo de Umberto foi retirado do Instituto Médico Legal pelo irmão dele. No total, três suspeitos permanecem foragidos e quatro estão presos.

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