Caso Hospital Anchieta: defesa diz que técnica de enfermagem quase foi morta por colega
Advogado de Amanda Rodrigues afirmou que ela teve um relacionamento extraconjugal com Marcos Vinícius, investigado por mortes no hospital


Marcos Santos
A defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues, uma das acusadas de envolvimento nas mortes de pacientes no Hospital Anchieta em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal (DF), afirmou que ela teve um relacionamento com Marcos Vinícius, técnico de enfermagem que confessou as mortes no hospital.
O advogado Liomar Santos disse, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (23), que o técnico quase matou Amanda no período em que ela estava internada no hospital, após uma cirurgia bariátrica.
Marcos teria aplicado uma medicação na colega e os batimentos cardíacos teriam acelerado repentinamente. Segundo o advogado, ele foi advertido pela enfermeira chefe do plantão.
A defesa reitera que Amanda não participou das mortes e não sabia do envolvimento de Marcos nos crimes. O advogado disse que ela está sendo acusada injustamente pelo crime. A técnica em enfermagem confirmou que atendeu duas das três vítimas.
Amanda está presa temporariamente na Colmeia, presídio feminino no Distrito Federal. A defesa tenta recorrer da decisão. Marcos Vinícius e Marcela Camille Alves da Silva também estão presos.
Nesta semana a Polícia Civil passou a investigar mais duas mortes suspeitas no mesmo hospital: a de um homem de 89 anos e de uma mulher de 80 anos. As denúncias vieram de familiares que reconheceram o técnico após a divulgação do caso.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil do DF, revelaram que as mortes foram causadas pela aplicação de doses letais de medicamentos diretamente na veia das vítimas entre novembro e dezembro de 2025. Os envolvidos podem responder por homicídio qualificado.









