Assaltos realizados em grupo aumentam a sensação de insegurança nas ruas. Imagens mostram a ousadia dos assaltantes que agem em plena luz do dia
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Marco Pagetti, Natália Vieira
Polícia de São Paulo prendeu dois suspeitos de praticar arrastões no ABC Paulista, crime que tem levado pânico a moradores da região metropolitana de São Paulo e avança também para a capital paulista.
A cena começa com uma perseguição policial: uma moto em fuga é fechada por uma viatura da Polícia Militar em Santo André, no ABC Paulista. Poucos metros à frente, os dois suspeitos caem. Um deles tenta fugir a pé, mas é capturado. O outro permanece no chão. Ambos foram presos. Segundo a PM, com os criminosos foram apreendidos pertences de vítimas de arrastões na região. Outros dois suspeitos envolvidos na quadrilha conseguiram escapar.
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Em outro flagrante recente, câmeras de segurança registraram sete homens subindo uma rua na Vila Mascote, bairro da zona sul de São Paulo. Eles passam por um carro estacionado e, quando as portas se abrem, retornam correndo para assaltar o motorista e a passageira, que chegavam a uma clínica de repouso.
Na mesma rua, dias antes, dois moradores também foram atacados por criminosos que agiram simultaneamente. Em outro ponto da Zona Sul, ladrões em duas motos cercam e roubam um pedestre.
Vítimas vivem com medo
A sequência de crimes tem provocado medo constante entre os moradores. Um deles, que preferiu não se identificar, relata uma sensação de impotência. “Vêm em grupos, de moto, bicicleta. Se aproveitam, principalmente se for mulher. Com arma, colocando terror. Já teve caso de vítima baleada”, afirma.
Na maioria dos casos, os criminosos se aproveitam de momentos de distração das vítimas — como ao usar o celular, procurar a chave do carro ou se deslocar em locais com pouca movimentação.
“O ideal é já sair de casa com tudo pronto. Se for pedir transporte por aplicativo, faça isso dentro de casa. Não fique procurando chave na rua. O tempo parado dentro do veículo também é uma oportunidade para os criminosos”, orienta a especialista em segurança Márcia Gomes, do Grupo GR.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que vem realizando diligências para identificar os autores dos crimes. Segundo o órgão, houve uma queda de 12% nos roubos registrados na região do Ibirapuera entre janeiro e abril deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.
Apesar da estatística, a sensação nas ruas é de que a violência segue em alta. “Aqui está crítico mesmo”, relata outro morador. “Toda semana tem assalto. Não importa se é celular, aliança, o que acharem, estão levando.”
Arrastões assustam moradores da Grande São PauloAssaltos realizados em grupo aumentam a sensação de insegurança nas ruas. Imagens mostram a ousadia dos assaltantes que agem em plena luz do diaCidades2025-06-11T00:32:57.274Z Polícia de São Paulo prendeu dois suspeitos de praticar arrastões no ABC Paulista, crime que tem levado pânico a moradores da região metropolitana de São Paulo e avança também para a capital paulista. A cena começa com uma perseguição policial: uma moto em fuga é fechada por uma viatura da Polícia Militar em Santo André, no ABC Paulista. Poucos metros à frente, os dois suspeitos caem. Um deles tenta fugir a pé, mas é capturado. O outro permanece no chão. Ambos foram presos. Segundo a PM, com os criminosos foram apreendidos pertences de vítimas de arrastões na região. Outros dois suspeitos envolvidos na quadrilha conseguiram escapar. Em outro flagrante recente, câmeras de segurança registraram sete homens subindo uma rua na Vila Mascote, bairro da zona sul de São Paulo. Eles passam por um carro estacionado e, quando as portas se abrem, retornam correndo para assaltar o motorista e a passageira, que chegavam a uma clínica de repouso. Na mesma rua, dias antes, dois moradores também foram atacados por criminosos que agiram simultaneamente. Em outro ponto da Zona Sul, ladrões em duas motos cercam e roubam um pedestre. Vítimas vivem com medo A sequência de crimes tem provocado medo constante entre os moradores. Um deles, que preferiu não se identificar, relata uma sensação de impotência. “Vêm em grupos, de moto, bicicleta. Se aproveitam, principalmente se for mulher. Com arma, colocando terror. Já teve caso de vítima baleada”, afirma. Na maioria dos casos, os criminosos se aproveitam de momentos de distração das vítimas — como ao usar o celular, procurar a chave do carro ou se deslocar em locais com pouca movimentação. “O ideal é já sair de casa com tudo pronto. Se for pedir transporte por aplicativo, faça isso dentro de casa. Não fique procurando chave na rua. O tempo parado dentro do veículo também é uma oportunidade para os criminosos”, orienta a especialista em segurança Márcia Gomes, do Grupo GR. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que vem realizando diligências para identificar os autores dos crimes. Segundo o órgão, houve uma queda de 12% nos roubos registrados na região do Ibirapuera entre janeiro e abril deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024. Apesar da estatística, a sensação nas ruas é de que a violência segue em alta. “Aqui está crítico mesmo”, relata outro morador. “Toda semana tem assalto. Não importa se é celular, aliança, o que acharem, estão levando.”São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/arrastoes-assustam-moradores-da-grande-sao-paulo-1
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