Salles descarta retirar pré-candidatura ao Senado para apoiar André do Prado: "Filhote do Valdemar"
Ao SBT News, deputado do Novo critica “negociatas” na cúpula do PL e chama as candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva de “forasteiras”




Eduardo Gayer
Amanda Klein
Marcela Mattos
Vicklin Moraes
O deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo Novo, Ricardo Salles, negou nesta quarta-feira (6) que irá retirar sua candidatura para apoiar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL). Em entrevista exclusiva ao SBT News, ele fez críticas diretas à cúpula do PL e ao Centrão.
Segundo Salles, não há possibilidade de abrir mão da disputa. Ele também atacou André do Prado, a quem chamou de “filhote” do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e afirmou que parte do partido prefere nomes ligados a “esquemas”.
“Não há nenhuma hipótese de eu retirar a candidatura para prestigiar o filhote de Valdemar ou quem quer que seja. Isso não vai acontecer. Eu vou seguir com a minha candidatura até o fim. Como eu disse, o Novo não é o PL, não é mercado. Não vão conseguir comprar o Novo para me tirar da legenda, como me fizeram na eleição de 2024”, afirmou.
Críticas ao Centrão e ao PL
Salles também criticou o apoio do PL à eventual candidatura de Prado, classificando o movimento como “vergonhoso”, e acusou Valdemar de usar a imagem da direita para fortalecer o Centrão. O pré-candidato afirmou ainda que foi “rifado” pelo partido em disputas anteriores por conta de acordos políticos.
"Na eleição municipal em São Paulo, eu tinha 18% a 19% mesmo antes de ser candidato. Ao invés de prestigiar o terceiro deputado mais votado do partido, o Valdemar preferiu prestigiar os acordos, os negócios que tinha com a prefeitura Eu fui rifado pelo centrão, fui rifado pelo esquema de negócio que o centrão normalmente faz."
Salles também comentou a rejeição, pelo Senado, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o deputado, a decisão teve motivação política. Ele ainda criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem chamou de “pior da história”, e afirmou que não o apoiaria. Segundo Salles, Alcolumbre teria usado a pauta ideológica para se blindar de investigações envolvendo o banco Master.
"Essa é a verdade. Não queriam alguém que desse apoio ao André, que está fazendo um bom trabalho nessa investigação do Master, e, para evitar que reforçasse o time de investigação do Master, não deixaram o Messias passar [...] O Alcolumbre não fez o juízo de valor com base nos princípios e métricas corretas que eu estou dizendo aqui. No fundo, ele usou a direita para se blindar de um aprofundamento das investigações do caso Master."
O pré-candidato ao Senado também criticou as candidaturas ao Senado em São Paulo da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) e da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), classificando ambas como “forasteiras”.
“São Paulo não pode ser repositório de fracassados nos seus estados. Quem é fracassado no seu estado não vem querer voto aqui. São Paulo é para os paulistas”, afirmou.
O SBT News solicitou posicionamento do Partido Liberal e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.









