Polícia

Cerca de 12% dos celulares vendidos no Brasil em 2025 são irregulares

Número cresce e acende alerta sobre procedência dos aparelhos vendidos no país

As operações realizadas pela Receita Federal, que desarticularam organizações criminosas no setor de eletrônicos, levantaram um alerta: você sabe a procedência do seu celular? Os números impressionam: cerca de 12% dos celulares comercializados no Brasil em 2025 são irregulares, o que representa em torno de 4 milhões e meio de aparelhos que circulam pelo país. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

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Mas o que exatamente quer dizer um celular irregular? É aquele que não é homologado pela Anatel e, mesmo que não seja um produto falsificado, entrou no país sem pagar impostos — o que a Receita Federal chama de descaminho.

Só nesta semana, aproximadamente R$ 1,5 milhão em mercadorias, que eram reembaladas após passar pela fronteira do Paraguai, foram apreendidas. Elas estavam em um depósito e seriam vendidas em plataformas online.

"Além da sonegação fiscal, temos o problema da concorrência desleal. Quem empreende de forma legal não consegue concorrer, quebra. E o contrário também acontece: a gente não tem atração de investimento e um ambiente saudável para a atração da economia lícita", afirma Alan Torwersey, auditor da Receita Federal.

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) afirma que, depois dos cigarros, bebidas e artigos de marca, o foco dos adulteradores agora são os eletrônicos. Até o local onde está colado o selo da Anatel pode ajudar a reconhecer se o produto é original.

"O consumidor tem que reparar em três coisas principais: preço muito barato; em segundo lugar, comprar em lugares que já está acostumado; terceiro, verificar diferenças na qualidade e embalagem", orienta Rodolpho Ramazzini, presidente da ABCF.

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