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Ucrânia cede e aceita acordo de minerais com EUA

Proposta prevê recompensar o país pela ajuda militar enviada desde o início da invasão russa

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Divulgação/governo ucraniano
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A Ucrânia cedeu e aceitou o acordo de minerais proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o republicano, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, deve desembarcar em Washington na sexta-feira (28) para assinar o acordo.

“Ouvi dizer que ele virá na sexta-feira", disse Trump, referindo-se a Zelensky. “Certamente está tudo bem para mim se ele quiser. E ele gostaria de assinar o acordo junto comigo. E eu entendo que isso é um grande negócio, muito importante”, acrescentou.

A proposta busca recompensar os Estados Unidos pela ajuda militar enviada à Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Inicialmente, Trump estipulou o valor de US$ 500 bilhões a ser pago por Kiev em terras-raras – onde há minerais fundamentais para tecnologias de consumo, como celulares, e recursos de petróleo e gás.

A demanda, contudo, ainda não foi confirmada. “[Demos entre] US$ 300 bilhões e US$ 350 bilhões [à Ucrânia]”, disse Trump. “Queremos receber esse dinheiro de volta. Estamos ajudando o país a superar um problema muito, muito grande, mas o contribuinte americano agora precisa receber seu dinheiro de volta”, finalizou o presidente.

+ Rússia nega apoio a tropas europeias na Ucrânia e contradiz Trump

O avanço no acordo acontece logo após o líder russo, Vladimir Putin, afirmar que estaria disposto a deixar empresas americanas explorarem minerais raros nas regiões tomadas da Ucrânia. Isso incluiria a Crimeia, anexada em 2014, e as regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson, incorporadas ilegalmente ao território russo em 2023.

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