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Trump diz que extensão do cessar-fogo com o Irã é "altamente improvável"; prazo termina na quarta (22)

Presidente dos EUA condiciona extensão a avanço nas negociações; delegação americana chega no Paquistão nesta terça-feira(21)

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Presidente dos EUA, Donald Trump | Reprodução/Reuters
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Em uma série de publicações na rede social Truth Social nesta segunda-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que tenha sido convencido por Israel a iniciar o conflito com o Irã, acusou democratas de “traição” aos interesses americanos e afirmou estar construindo um acordo nuclear “muito melhor” do que o vigente com Teerã até 2018, quando o próprio Trump, em seu primeiro mandato, decidiu retirar os EUA e implodir o tratado.

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As postagens foram feitas em um dia de impasse na negociação entre os países, com o Irã se recusando a participar de uma segunda rodada de diálogos alegando falta de confiança dos negociadores americanos, sobretudo após a captura de um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã. Apesar disso, o vice-presidente JD Vance e a delegação dos EUA devem chegar a Islamabad, no Paquistão, na terça (21) na expectativa pela retomada dos diálogos.

Mais cedo, em entrevista à Bloomberg, Trump lembrou que o cessar-fogo de duas semanas com Teerã termina na quarta (22) e que uma extensão é “altamente improvável” caso não haja um acordo para encerrar o programa nuclear iraniano e reabrir o tráfego normal no Estreito de Ormuz.

Nas redes sociais, o presidente voltou a atacar o Joint Comprehensive Plan of Action, o acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama. Trump disse que o tratado colocava o Irã em um “caminho garantido” para desenvolver armas nucleares e que o novo escopo do acordo em discussão deverá assegurar “paz, segurança e proteção” ao Oriente Médio.

“Se eu não tivesse rescindido esse ‘acordo’, armas nucleares teriam sido usadas contra Israel e em todo o Oriente Médio, incluindo nossas valiosas bases militares americanas", afirmou Trump.

O republicano tem dito que o Irã estaria aberto a entregar o carregamento de urânio enriquecido, mas Teerã nega que isso sequer tenha sido discutido. Trump, inclusive, sugeriu que poderia autorizar operações com tropas para pegar o material.

Em outra publicação, o republicano negou estar sob pressão para concluir as negociações com os iranianos apesar do prazo imposto pelo cessar-fogo e pela insatisfação doméstica com alta na gasolina e o impacto na inflação.

O presidente dos EUA também intensificou ataques à oposição democrata e acusou o partido de tentar enfraquecer a posição americana nas negociações. Segundo ele, a condução do conflito está sendo feita de forma “criteriosa” e terá um desfecho semelhante ao observado na Venezuela – no início do ano, os EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro e firmaram um acordo com a sucessora Delcy Rodríguez.

"Não permitiremos que os democratas fracos e patéticos, TODOS TRAIDORES, que durante anos falaram sobre os perigos do Irã e que algo precisava ser feito, mas agora, como sou eu quem está fazendo, menosprezem as conquistas de nossas Forças Armadas e do governo Trump. Isso está sendo executado com perfeição, na mesma escala da Venezuela, apenas uma operação maior e mais complexa. O resultado será o mesmo".

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