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Trump critica deputada, mas nega envolvimento em ação do ICE

Presidente norte-americano afirmou que decisão foi tomada pelo Departamento de Justiça

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Camila Stucaluc
 Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou envolvimento na operação realizada na casa da deputada democrata Ilhan Omar, na segunda-feira (12). A ação contou com agentes do Departamento de Segurança Interna, órgão ligado ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

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“Acho que ela é uma pessoa terrível, uma reclamona. Ela vem de um país que não é um país. E então ela vem aqui reclamar da nossa Constituição. Acho que ela é uma pessoa terrível, mas isso depende muito do DOJ [Departamento de Justiça]. Eu não tenho nada a ver com isso”, disse Trump.

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Omar nasceu na Somália em 1982. Aos 12 anos, imigrou para os Estados Unidos com a família e obteve cidadania norte-americana nos anos 2000. Segundo autoridades, a investigação está relacionada à documentação que o pai da deputada assinou quando a família chegou ao país.

Em entrevista à Fox Business Network, Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, disse que o Departamento de Justiça conduz a investigação em conjunto com o Departamento de Segurança Interna. Ele não deu detalhes sobre o caso.

A operação ocorreu poucas semanas antes das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, marcadas para 3 de novembro. Omar, uma das principais representantes da ala progressista do Partido Democrata, concorre à reeleição pelo 5º distrito de Minnesota — que inclui Minneapolis, onde ocorreram ações violentas do ICE no início do ano.

A parlamentar tem sido alvo de insultos proferidos por Trump. Em fevereiro, o republicano disse que ela e a deputada democrata Rashida Tlaib, de Michigan, que também é muçulmana, deveriam ser “internadas” e mandadas de volta para “o lugar de onde vieram”.

“Não se engane: esta é uma tentativa de mirar em inimigos políticos e transformar a aplicação da lei federal como arma. Por dez anos, Trump tem me atacado com mentiras infundadas e campanhas difamadoras. Essa é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não vou ser silenciada”, disse a parlamentar, em publicação nas redes sociais.

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