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Trump anuncia cortes em agências e ameaça demitir funcionários durante paralisação do governo nos EUA

Presidente afirma que discutirá com diretor de orçamento medidas para reduzir atuação federal em meio ao impasse no Congresso

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SBT News, com informações da Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que se reunirá na quinta-feira (3) com o diretor de Orçamento, Russell Vought, para definir quais agências federais devem sofrer cortes.

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A decisão ocorre no segundo dia de paralisação do governo, provocada por um impasse entre democratas e republicanos no Congresso.

Em publicação nas redes sociais, Trump disse que os democratas da "esquerda radical" lhe deram uma oportunidade "sem precedentes" de reduzir a atuação federal.

O presidente já congelou verbas destinadas ao transporte público e à energia limpa em estados de maioria democrata e ameaça ampliar as demissões no funcionalismo, que podem atingir até 300 mil servidores até o fim do ano.

Segundo Trump, as medidas seguem diretrizes do Projeto 2025, elaborado pela conservadora Heritage Foundation, que prevê enxugamento drástico da máquina pública.

Entre as ações já implementadas estão o fechamento do Departamento de Educação e a redução de poderes em órgãos de fiscalização ambiental.

A iniciativa provocou forte reação da oposição. A senadora democrata Patty Murray, presidente do Comitê de Dotações, criticou Trump por tratar servidores "como peões" e disse que os cortes não resolvem o impasse legislativo.

Sindicatos de funcionários federais entraram com ações judiciais para barrar as demissões, mas a Justiça autorizou que elas prossigam.

O impasse bloqueia cerca de US$ 1,7 trilhão em verbas, um quarto dos gastos anuais do governo, enquanto os programas de saúde, aposentadoria e o pagamento de juros da dívida de US$ 37,5 trilhões continuam ativos.

O último shutdown nos Estados Unidos ocorreu entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, também no governo Trump, e durou 35 dias, sendo o mais longo da história do país.

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