Mundo

Senador colombiano é alvo de ataque a tiros a menos de duas semanas das eleições

Alexander López havia recebido alertas de segurança e viajava em carro alternativo; presidente condenou violência

Imagem da noticia Senador colombiano é alvo de ataque a tiros a menos de duas semanas das eleições
Senador colombiano Alexander López May | Reprodução/redes sociais

O veículo do senador colombiano Alexander López foi alvo de um ataque a tiros na terça-feira (19). O caso foi denunciado pelo presidente Gustavo Petro, que afirmou que a ação foi realizada por um grupo de tráfico liderado por Iván Mordisco, um dos criminosos mais procurados do país.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

López se deslocava da cidade de Popayán para Cali, após participar de um comício do esquerdista Iván Cepeda, favorito para as eleições de 31 de maio. Por segurança, o senador trocou de carro no início do trajeto, viajando à frente do seu veículo habitual, blindado.

Segundo as autoridades, o veículo foi alvejado por mais de 10 homens, que portavam fuzis, na Rodovia Pan-Americana. O local fica a cerca de um quilômetro de distância de onde o mesmo grupo criminoso realizou um ataque com bombas, matando 21 civis.

Pelas redes sociais, Petro questionou a ausência de vigilância das Forças Armadas no local. “Por que um ponto que é atacado permanentemente pelo grupo armado não tem vigilância das forças armadas na área? A Rodovia Pan-Americana deve ser monitorada permanentemente e com capacidade de resposta contra drones”, escreveu.

A campanha presidencial na Colômbia ocorre em meio à pior onda de violência armada em décadas no país, marcada por atentados, assassinatos e sequestros. As ações são lideradas pelo Estado Maior Central (EMC), composto por guerrilheiros que rejeitaram o acordo de paz de 2016.

Nesta quarta-feira (20), o grupo anunciou a suspensão das operações militares ofensivas até 10 de junho, para garantir que os eleitores votem “com tranquilidade” nas eleições presidenciais. A iniciativa ocorre após o fracasso das negociações de desarmamento propostas por Petro.

Últimas Notícias