Rússia emite mandado de prisão contra fundador do Telegram
Serviço de Segurança acusa Pavel Durov de facilitar atividades terroristas e afirma que aplicativo foi usado para recrutar jovens para atos de sabotagem
Reuters , SBT News
Fundador do Telegram, Pavel Durov. | REUTERS/Albert Gea
A Rússia anunciou nesta quarta-feira (29) que emitiu um mandado de prisão internacional contra o fundador do Telegram, Pavel Durov, sob a acusação de facilitar atividades terroristas. Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB, sigla em russo), a plataforma de mensagens teria sido utilizada por serviços de inteligência da Ucrânia para recrutar jovens russos envolvidos em ataques e ações de sabotagem dentro do país.
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O órgão afirmou que as acusações se referem à falha do Telegram em remover material "usado pelos serviços especiais ucranianos e por organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e operações de fraude cibernética dentro da Federação Russa".
De acordo com o FSB e o Comitê de Investigação da Rússia, o chatbot de relacionamentos Daivinchik/Leo, disponível no Telegram, teria sido usado por agentes ucranianos que se passavam por mulheres para atrair jovens russos e convencê-los a cometer crimes. As autoridades afirmam que 46 pessoas, com idades entre 12 e 22 anos, foram presas no último ano por supostamente participarem de ataques contra agentes da lei ou incêndios em infraestruturas de transporte, energia, comunicações e instituições financeiras.
As autoridades russas informaram que Durov será incluído em uma lista internacional de procurados, mas não detalharam qual mecanismo jurídico será utilizado. A Interpol ainda não comentou o caso.
Nascido na Rússia, Pavel Durov mora em Dubai e possui cidadania dos Emirados Árabes Unidos e da França.
O Telegram reagiu às acusações nesta quarta. Em uma publicação na rede social X, a conta oficial da plataforma compartilhou uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno com o dedo do meio em resposta às medidas anunciadas pelas autoridades russas.
Em 2024, Durov chegou a ser preso na França sob acusações de que o Telegram não teria combatido adequadamente atividades criminosas nem colaborado de forma suficiente com as autoridades. Posteriormente, ele foi autorizado a deixar o país enquanto as investigações seguem em andamento.
O fundador do Telegram nega qualquer irregularidade. Segundo ele, a plataforma cumpre suas obrigações de moderar conteúdos e cooperar com autoridades no combate ao crime. Em abril deste ano, Durov afirmou que recebeu uma intimação relacionada a uma investigação por terrorismo na Rússia e ironizou o caso ao dizer que era "culpado" por defender a liberdade de expressão e o direito à privacidade garantidos pela Constituição russa.
A Rússia restringiu efetivamente o Telegram como parte de uma campanha mais ampla para bloquear o acesso a plataformas tecnológicas estrangeiras e reforçar o controle sobre a internet. Atualmente, os russos só podem acessar o mensageiro usando uma VPN para criptografar o tráfego e ocultar sua localização. No entanto, órgãos estatais, incluindo o Kremlin e o Ministério da Defesa, continuam a publicar nele diariamente.
Rússia emite mandado de prisão contra fundador do TelegramServiço de Segurança acusa Pavel Durov de facilitar atividades terroristas e afirma que aplicativo foi usado para recrutar jovens para atos de sabotagemMundo2026-07-29T15:39:44.381ZA Rússia anunciou nesta quarta-feira (29) que emitiu um mandado de prisão internacional contra o fundador do Telegram, Pavel Durov, sob a acusação de facilitar atividades terroristas. Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB, sigla em russo), a plataforma de mensagens teria sido utilizada por serviços de inteligência da Ucrânia para recrutar jovens russos envolvidos em ataques e ações de sabotagem dentro do país. O órgão afirmou que as acusações se referem à falha do Telegram em remover material "usado pelos serviços especiais ucranianos e por organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e operações de fraude cibernética dentro da Federação Russa". De acordo com o FSB e o Comitê de Investigação da Rússia, o chatbot de relacionamentos Daivinchik/Leo, disponível no Telegram, teria sido usado por agentes ucranianos que se passavam por mulheres para atrair jovens russos e convencê-los a cometer crimes. As autoridades afirmam que 46 pessoas, com idades entre 12 e 22 anos, foram presas no último ano por supostamente participarem de ataques contra agentes da lei ou incêndios em infraestruturas de transporte, energia, comunicações e instituições financeiras. As autoridades russas informaram que Durov será incluído em uma lista internacional de procurados, mas não detalharam qual mecanismo jurídico será utilizado. A Interpol ainda não comentou o caso. Nascido na Rússia, Pavel Durov mora em Dubai e possui cidadania dos Emirados Árabes Unidos e da França. O que diz Durov O Telegram reagiu às acusações nesta quarta. Em uma publicação na rede social X, a conta oficial da plataforma compartilhou uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno com o dedo do meio em resposta às medidas anunciadas pelas autoridades russas. Em 2024, Durov chegou a ser preso na França sob acusações de que o Telegram não teria combatido adequadamente atividades criminosas nem colaborado de forma suficiente com as autoridades. Posteriormente, ele foi autorizado a deixar o país enquanto as investigações seguem em andamento. O fundador do Telegram nega qualquer irregularidade. Segundo ele, a plataforma cumpre suas obrigações de moderar conteúdos e cooperar com autoridades no combate ao crime. Em abril deste ano, Durov afirmou que recebeu uma intimação relacionada a uma investigação por terrorismo na Rússia e ironizou o caso ao dizer que era "culpado" por defender a liberdade de expressão e o direito à privacidade garantidos pela Constituição russa. A Rússia restringiu efetivamente o Telegram como parte de uma campanha mais ampla para bloquear o acesso a plataformas tecnológicas estrangeiras e reforçar o controle sobre a internet. Atualmente, os russos só podem acessar o mensageiro usando uma VPN para criptografar o tráfego e ocultar sua localização. No entanto, órgãos estatais, incluindo o Kremlin e o Ministério da Defesa, continuam a publicar nele diariamente.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/russia-emite-mandado-de-prisao-contra-fundador-do-telegram
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