Rede social 'X' crítica Moraes e apoia sanções dos EUA ao ministro do STF
Plataforma de Elon Musk, que integrou governo Trump, cita casos de censura e defende liberdade de expressão ao citar punições ao ministro do Supremo
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SBT News, Murillo Otavio
08/08/2025, 22:50 • Atualizado em 09/08/2025, 02:07
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A rede social X (antigo Twitter), do bilionário Elon Musk, publicou uma nota nesta sexta-feira (8) criticando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e apoiando as sanções dos Estados Unidos. Musk chegou a integrar a equipe de governo do presidente Donald Trump.
No texto, o X ressalta a importância da liberdade de expressão ao relembrar o caso em que Moraes, teria censurado e violado o devido processo legal, em 2014, ao obrigar que a rede removesse conteúdos com informações falsas.
Em outro caso, a plataforma de Musk afirma que o “Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que previa proteções limitadas à responsabilidade dos intermediários, é inconstitucional”.
Entenda o embate entre Elon Musk e Alexandre de Moraes
A relação entre Elon Musk e o Brasil começou a se desgastar em 2022, durante o período eleitoral, quando o STF passou a investigar a influência das redes sociais em ataques ao Estado Democrático de Direito.
Elon Musk iniciou, então, uma série de críticas a Moraes, acusando-o de restringir a liberdade de expressão na plataforma através do Inquérito das Milícias Digitais, que apura a disseminação de práticas ilícitas na internet, especialmente em ataques contra a democracia.
Também determinou multa diária de R$ 100 mil para cada perfil reativado. Em junho do mesmo ano, o ministro ordenou a retirada de publicações com acusações contra o presidente da Câmara, Arthur Lira. Pouco depois, Musk fez ataques públicos ao magistrado.
Em 28 de agosto, Moraes ordenou que Musk indicasse um novo representante legal no Brasil em 24 horas. O empresário respondeu no dia seguinte com novas ameaças e ataques ao ministro, mantendo o embate público que já dura mais de dois anos.
Depois, a empresa de tecnologia indicou um representante e o STF determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotasse as providências para a retomada do serviço da plataforma.
Leia a nota do X na íntegra:
Em uma era em que as regulamentações governamentais ameaçam o discurso global, X aplaude as ações ousadas do governo Trump para salvaguardar a liberdade de expressão. A liberdade de expressão é um pilar fundamental da democracia, mas governos em todo o mundo exercem cada vez mais poder para silenciar a dissidência, muitas vezes visando plataformas e cidadãos americanos.
Eventos recentes no Brasil evidenciam a crise. O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liderou uma campanha de censura e violação do devido processo legal, incluindo a proibição, em 2024, de X por se recusar a cumprir ordens secretas para deslocar políticos e jornalistas, incluindo americanos, que criticaram Moraes e seus aliados.
Mais recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que previa proteções limitadas à responsabilidade dos intermediários, é inconstitucional. Essa decisão remove uma salvaguarda fundamental para a liberdade de expressão online e reforça um padrão mais amplo de preocupação.
Embora as ações de Moraes exemplificam um abuso grave, ameaças governamentais semelhantes persistem em outros lugares. Na União Europeia, a Lei de Serviços Digitais é usada como ferramenta de censura global, violando a liberdade de expressão, como documentado pelo Departamento de Estado dos EUA e pelo Congresso relatórios Na Austrália, as exigências do Comissário de Segurança Eletrônica (eSafety Commissioner) para a remoção de conteúdo em todo o mundo geraram conflitos, com o X contestando com sucesso os excessos na justiça para proteger a expressão.
Na Índia, os esforços do governo para reprimir a liberdade de expressão levaram a batalhas judiciais contínuas com plataformas como o X. A Lei de Segurança Online do Reino Unido exige que as plataformas removam conteúdo prejudicial e apliquem a verificação de idade, enfrentando reações negativas de defensores da liberdade de expressão e da privacidade.
X elogia a resposta decisiva do governo Trump à intervenção excessiva do Supremo Tribunal Federal (STF), sancionando Moraes com base na Lei Magnitsky Global e revogando seu visto. Essas ações estabelecem um precedente para uma dissuasão mais ampla.
O governo dos EUA trava uma batalha global para defender a liberdade de expressão contra uma onda crescente de decisões autocráticas e regulamentações internacionais que favorecem o controle do pensamento em detrimento da liberdade individual. Apoiar esses esforços é crucial.
Eles combatem as pressões globais, salvaguardando as liberdades e os valores democráticos nos Estados Unidos e em todo o mundo. Ao confrontar os excessos em lugares como o Brasil, a UE, o Reino Unido e outros, o governo preserva a internet aberta e inspira a liberdade de expressão em todo o mundo.
Rede social 'X' crítica Moraes e apoia sanções dos EUA ao ministro do STF Plataforma de Elon Musk, que integrou governo Trump, cita casos de censura e defende liberdade de expressão ao citar punições ao ministro do SupremoMundo2025-08-08T22:50:38.744ZA rede social X (antigo Twitter), do bilionário Elon Musk, publicou uma nota nesta sexta-feira (8) criticando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e apoiando as sanções dos Estados Unidos. Musk chegou a integrar a equipe de governo do presidente Donald Trump. No texto, o X ressalta a importância da liberdade de expressão ao relembrar o caso em que Moraes, teria censurado e violado o devido processo legal, em 2014, ao obrigar que a rede removesse conteúdos com informações falsas. Em outro caso, a plataforma de Musk afirma que o “Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que previa proteções limitadas à responsabilidade dos intermediários, é inconstitucional”. Por esses pontos, a O SBT News entrou em contato com o STF sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação do texto. Por fim, o X cita que outras legislações no mundo seguem a mesma ordem "intervencionista" e cita a União Europeia e o Reino Unido como exemplos. Entenda o embate entre Elon Musk e Alexandre de Moraes A relação entre Elon Musk e o Brasil começou a se desgastar em 2022, durante o período eleitoral, quando o STF passou a investigar a influência das redes sociais em ataques ao Estado Democrático de Direito. Elon Musk iniciou, então, uma série de críticas a Moraes, acusando-o de restringir a liberdade de expressão na plataforma através do Inquérito das Milícias Digitais, que apura a disseminação de práticas ilícitas na internet, especialmente em ataques contra a democracia. Entre 2020 e 2021, Já em 2024, Moraes incluiu Musk no Inquérito das Milícias Digitais, acusando-o de obstrução de justiça, abuso de poder econômico e incitação ao crime. Também determinou multa diária de R$ 100 mil para cada perfil reativado. Em junho do mesmo ano, o ministro ordenou a retirada de publicações com acusações contra o presidente da Câmara, Arthur Lira. Pouco depois, Musk fez ataques públicos ao magistrado. No início de agosto, ainda em 2024, . Musk não cumpriu a ordem e, em 15 de agosto, a penalidade foi elevada para R$ 1,4 milhão, com acusação de crime de desobediência. Em 28 de agosto, Moraes ordenou que Musk indicasse um novo representante legal no Brasil em 24 horas. O empresário respondeu no dia seguinte com novas ameaças e ataques ao ministro, mantendo o embate público que já dura mais de dois anos. Depois, a empresa de tecnologia indicou um representante e o STF determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotasse as providências para a retomada do serviço da plataforma. Leia a nota do X na íntegra: Em uma era em que as regulamentações governamentais ameaçam o discurso global, X aplaude as ações ousadas do governo Trump para salvaguardar a liberdade de expressão. A liberdade de expressão é um pilar fundamental da democracia, mas governos em todo o mundo exercem cada vez mais poder para silenciar a dissidência, muitas vezes visando plataformas e cidadãos americanos. Eventos recentes no Brasil evidenciam a crise. O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liderou uma campanha de censura e violação do devido processo legal, incluindo a proibição, em 2024, de X por se recusar a cumprir ordens secretas para deslocar políticos e jornalistas, incluindo americanos, que criticaram Moraes e seus aliados. Mais recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que previa proteções limitadas à responsabilidade dos intermediários, é inconstitucional. Essa decisão remove uma salvaguarda fundamental para a liberdade de expressão online e reforça um padrão mais amplo de preocupação. Embora as ações de Moraes exemplificam um abuso grave, ameaças governamentais semelhantes persistem em outros lugares. Na União Europeia, a Lei de Serviços Digitais é usada como ferramenta de censura global, violando a liberdade de expressão, como documentado pelo Departamento de Estado dos EUA e pelo Congresso relatórios Na Austrália, as exigências do Comissário de Segurança Eletrônica (eSafety Commissioner) para a remoção de conteúdo em todo o mundo geraram conflitos, com o X contestando com sucesso os excessos na justiça para proteger a expressão. Na Índia, os esforços do governo para reprimir a liberdade de expressão levaram a batalhas judiciais contínuas com plataformas como o X. A Lei de Segurança Online do Reino Unido exige que as plataformas removam conteúdo prejudicial e apliquem a verificação de idade, enfrentando reações negativas de defensores da liberdade de expressão e da privacidade. X elogia a resposta decisiva do governo Trump à intervenção excessiva do Supremo Tribunal Federal (STF), sancionando Moraes com base na Lei Magnitsky Global e revogando seu visto. Essas ações estabelecem um precedente para uma dissuasão mais ampla. O governo dos EUA trava uma batalha global para defender a liberdade de expressão contra uma onda crescente de decisões autocráticas e regulamentações internacionais que favorecem o controle do pensamento em detrimento da liberdade individual. Apoiar esses esforços é crucial. Eles combatem as pressões globais, salvaguardando as liberdades e os valores democráticos nos Estados Unidos e em todo o mundo. Ao confrontar os excessos em lugares como o Brasil, a UE, o Reino Unido e outros, o governo preserva a internet aberta e inspira a liberdade de expressão em todo o mundo. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/rede-social-x-critica-moraes-e-apoia-sancoes-dos-eua-ao-ministro-do-stf
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