Presidente sírio defende soberania sobre as Colinas de Golã
Em discurso na ONU, presidente pede retirada das forças israelenses da região
Duda Ventura
Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa | Reprodução/Reuters
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (23), o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou que as Colinas de Golã “continuarão sendo território sírio” e rejeitou qualquer tentativa de Israel de consolidar a soberania sobre a região.
O território das Colinas de Golã foi ocupado por Israel em 1967 e foi anexado pelo país em 1981. A ONU considera a anexação nula e sem efeito jurídico internacional.
Al-Sharaa afirmou que qualquer tentativa de violar a soberania síria ou o direito internacional será contestada, e citou a Resolução 497 do Conselho de Segurança da ONU, de 1981, que, aprovada por unanimidade, considera inválida a decisão israelense de impor leis, jurisdição e administração sobre Golã.
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“Qualquer tentativa de violar nossa soberania ou o direito internacional será interrompida. As Colinas de Golã continuarão sendo território sírio. Qualquer outra tentativa será impedida”.
O presidente sírio também acusou Israel de realizar ataques e incursões contra o território do país desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Segundo al-Sharaa, foram cerca de 500 ataques aéreos e de artilharia, mais de 1.200 incursões e aproximadamente 300 detenções de sírios: “é algo que remete a uma era que acreditávamos estar há muito tempo superada”, afirmou.
Al-Sharaa também disse que a Síria continua comprometida com o acordo de separação de forças firmado com Israel em 1974 e pediu a retirada das tropas israelenses para as linhas existentes antes de 8 de dezembro de 2024. O presidente rejeitou o que chamou de tentativas de Israel de criar “fatos consumados” em território sírio e afirmou que essas ações prejudicam a paz e a segurança da região.
Apesar das críticas a Israel, o presidente sírio afirmou que “a oportunidade para a paz e a segurança está disponível para aqueles que desejam viver em paz, uma paz justa que preserve os direitos de todos”.
Durante o discurso, al-Sharaa também apresentou um balanço do primeiro ano de governo e afirmou que a Síria iniciou uma etapa de reconstrução: segundo ele, mais de 100 países retomaram contatos com Damasco desde a queda do antigo regime.
“A Síria voltou. Hoje, digo que a Síria está se reerguendo”, afirmou.
Al-Sharaa destacou ainda o retorno de refugiados e deslocados internos. Segundo o presidente, cerca de 3,5 milhões de pessoas já retornaram de forma segura e digna, e a situação de deslocamento no país deve ser encerrada pela iniciativa “Síria sem campos de refugiados”.
O presidente sírio afirmou que o governo passou a combater o tráfico de drogas, o crime organizado e o contrabando de pessoas. Também citou a cooperação com a Organização para a Proibição de Armas Químicas e com a Agência Internacional de Energia Atômica.
A fala marcou a segunda participação consecutiva de al-Sharaa na Assembleia Geral da ONU desde a queda de Bashar al-Assad. Na primeira, em 2025, ele se tornou o primeiro presidente sírio a participar da reunião de líderes mundiais desde 1967.
Presidente sírio defende soberania sobre as Colinas de Golã Em discurso na ONU, presidente pede retirada das forças israelenses da regiãoMundo2026-09-23T16:38:08.173ZEm discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (23), o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou que as Colinas de Golã “continuarão sendo território sírio” e rejeitou qualquer tentativa de Israel de consolidar a soberania sobre a região. O território das Colinas de Golã foi ocupado por Israel em 1967 e foi anexado pelo país em 1981. A ONU considera a anexação nula e sem efeito jurídico internacional. Al-Sharaa afirmou que qualquer tentativa de violar a soberania síria ou o direito internacional será contestada, e citou a Resolução 497 do Conselho de Segurança da ONU, de 1981, que, aprovada por unanimidade, considera inválida a decisão israelense de impor leis, jurisdição e administração sobre Golã. “Qualquer tentativa de violar nossa soberania ou o direito internacional será interrompida. As Colinas de Golã continuarão sendo território sírio. Qualquer outra tentativa será impedida”. O presidente sírio também acusou Israel de realizar ataques e incursões contra o território do país desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Segundo al-Sharaa, foram cerca de 500 ataques aéreos e de artilharia, mais de 1.200 incursões e aproximadamente 300 detenções de sírios: “é algo que remete a uma era que acreditávamos estar há muito tempo superada”, afirmou. Al-Sharaa também disse que a Síria continua comprometida com o acordo de separação de forças firmado com Israel em 1974 e pediu a retirada das tropas israelenses para as linhas existentes antes de 8 de dezembro de 2024. O presidente rejeitou o que chamou de tentativas de Israel de criar “fatos consumados” em território sírio e afirmou que essas ações prejudicam a paz e a segurança da região. Apesar das críticas a Israel, o presidente sírio afirmou que “a oportunidade para a paz e a segurança está disponível para aqueles que desejam viver em paz, uma paz justa que preserve os direitos de todos”. Durante o discurso, al-Sharaa também apresentou um balanço do primeiro ano de governo e afirmou que a Síria iniciou uma etapa de reconstrução: segundo ele, mais de 100 países retomaram contatos com Damasco desde a queda do antigo regime. “A Síria voltou. Hoje, digo que a Síria está se reerguendo”, afirmou. Al-Sharaa destacou ainda o retorno de refugiados e deslocados internos. Segundo o presidente, cerca de 3,5 milhões de pessoas já retornaram de forma segura e digna, e a situação de deslocamento no país deve ser encerrada pela iniciativa “Síria sem campos de refugiados”. O presidente sírio afirmou que o governo passou a combater o tráfico de drogas, o crime organizado e o contrabando de pessoas. Também citou a cooperação com a Organização para a Proibição de Armas Químicas e com a Agência Internacional de Energia Atômica. A fala marcou a segunda participação consecutiva de al-Sharaa na Assembleia Geral da ONU desde a queda de Bashar al-Assad. Na primeira, em 2025, ele se tornou o primeiro presidente sírio a participar da reunião de líderes mundiais desde 1967. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/presidente-sirio-defende-soberania-sobre-as-colinas-de-gola