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Parlamento de Israel dá aval inicial para anexação da Cisjordânia ocupada

Partido de Netanyahu não apoiou o projeto; Donald Trump já declarou que não permitiria que Israel anexasse a região

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Reuters
22/10/2025, 15:21 • Atualizado em 22/10/2025, 15:21
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Bandeira de Israel em assentamento na Cisjordânia ocupada 16/08/2020 | Foto: REUTERS/Ronen Zvulun

Bandeira de Israel em assentamento na Cisjordânia ocupada 16/08/2020 | Foto: REUTERS/Ronen Zvulun

Um projeto de lei que aplica a legislação israelense à Cisjordânia ocupada, o que equivale à anexação da terra que os palestinos querem para um Estado, obteve aprovação preliminar do Parlamento de Israel nesta quarta-feira (22).

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A votação foi a primeira das quatro necessárias para aprovar a lei e coincidiu com a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, a Israel, um mês depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que não permitiria que Israel anexasse a Cisjordânia.

O partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não apoiou a legislação, que foi apresentada por parlamentares de fora de sua coalizão governista e aprovada por uma votação de 25 a 24 dos 120 legisladores. Um segundo projeto de lei de um partido de oposição propondo a anexação do assentamento Maale Adumim foi aprovado por 31 a 9.

Alguns membros da coalizão de Netanyahu - -do partido Poder Judaico, do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e da facção Sionismo Religioso, do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich -- votaram a favor do projeto de lei, que exigirá um longo processo legislativo para ser aprovado.

Os membros da coalizão de Netanyahu vêm pedindo há anos que Israel anexe formalmente partes da Cisjordânia, território com o qual Israel cita laços bíblicos e históricos.

Em 2024, a mais alta corte das Nações Unidas afirmou que a ocupação israelense dos territórios palestinos, incluindo a Cisjordânia, e seus assentamentos são ilegais e deve ser retirada o mais rápido possível.

Israel argumenta que os territórios que capturou na guerra de 1967 não estão ocupados em termos legais porque estão em terras disputadas, mas as Nações Unidas e a maior parte da comunidade internacional os consideram como território ocupado.

O governo de Netanyahu vinha cogitando a anexação como uma resposta a uma série de aliados ocidentais que reconheceram um Estado palestino em setembro, mas pareceu descartar a medida após a objeção de Trump.

O próprio Netanyahu não foi explícito sobre a anexação desde que uma promessa eleitoral passada foi descartada em 2020 em favor da normalização dos laços com os Emirados Árabes Unidos e o Barein.

Os Emirados Árabes Unidos, o país árabe mais proeminente a estabelecer laços com Israel sob os chamados Acordos de Abraão, intermediados por Trump em seu primeiro mandato, alertaram no mês passado que a anexação da Cisjordânia é uma linha vermelha para o Estado do Golfo.

(Reportagem de Maayan Lubell)

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