ONU estende missão anti-gangues no Haiti por seis meses
Objetivo é garantir segurança para que o país consiga realizar suas eleições presidenciais em dezembro
A
André de Sena, com informações da Reuters
Membros da força de defesa montam guarda em cemitério em Kenscoff, no Haiti | Patrice Noel/Reuters
O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu nesta terça-feira (29) prorrogar por seis meses o mandato da Força de Supressão de Gangues no Haiti, cujo objetivo é combater os grupos armados que controlam grandes partes do país.
Doze países votaram a favor da renovação do mandato: Estados Unidos, França, Reino Unido, Bahrein, Colômbia, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Panamá, República Democrática do Congo e Somália.
Não houve votos contrários à medida, mas três países se abstiveram: China, Rússia e Paquistão. Para justificar o posicionamento, seus representantes citaram preocupações com a insuficiência de recursos financeiros, pessoal e eficácia.
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Com a prorrogação, o Conselho de Segurança busca garantir a segurança na eleição presidencial do Haiti, que ocorrerá em dezembro e será a primeira no país em uma década.
Sucessivos governos de transição vêm seguidamente adiando as eleições devido ao agravamento da insegurança, o que já forçou cerca de 1,5 milhão de pessoas a fugirem de suas casas.
A Força de Supressão de Gangues foi instituída em setembro de 2025 para substituir a antiga Missão Multinacional de Apoio à Segurança, que não conseguiu cumprir seus objetivos. Apesar da mobilização, grupos armados continuam a controlar grandes partes do território haitiano.
Os Estados Unidos são um dos países que propuseram a moção que instituiu a Força de Supressão de Gangues. O embaixador morte-americano na ONU, Mike Waltz, afirmou que cerca de 1500 soldados estão atualmente mobilizados no Haiti, o que corresponde a menos de 30% do efetivo previsto. No entanto, ele disse que mais 4 mil devem chegar nos próximos meses.
“Sete missões foram dedicadas ao Haiti nas últimas décadas e, obviamente, com sucesso limitado”, declarou Waltz. “Estamos tentando fazer algo genuinamente diferente.”
Ataques violentos
Poucas horas antes da votação no Conselho de Segurança, membros de gangues incendiaram casas e mataram pelo menos 11 pessoas na região de Gros-Morne, no noroeste do Haiti. Um prefeito local descreveu esse ataque como uma retaliação após a Força de Supressão de Gangues matar três criminosos durante uma operação contra pedágios ilegais.
Em agosto, membros de gangues promoveram um massacre na cidade de Kenscoff, comunidade agrícola nas montanhas perto da capital haitiana, Porto Príncipe. Na ocasião, houve 47 mortos, 22 feridos e mais de 50 pessoas sequestradas.
O mandato da Força de Supressão de Gangues foi renovado até 31 de março de 2027.
ONU estende missão anti-gangues no Haiti por seis mesesObjetivo é garantir segurança para que o país consiga realizar suas eleições presidenciais em dezembroMundo2026-09-29T20:05:25.815ZO Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu nesta terça-feira (29) prorrogar por seis meses o mandato da Força de Supressão de Gangues no Haiti, cujo objetivo é combater os grupos armados que controlam grandes partes do país. Doze países votaram a favor da renovação do mandato: Estados Unidos, França, Reino Unido, Bahrein, Colômbia, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Panamá, República Democrática do Congo e Somália. Não houve votos contrários à medida, mas três países se abstiveram: China, Rússia e Paquistão. Para justificar o posicionamento, seus representantes citaram preocupações com a insuficiência de recursos financeiros, pessoal e eficácia. Com a prorrogação, o Conselho de Segurança busca garantir a segurança na eleição presidencial do Haiti, que ocorrerá em dezembro e será a primeira no país em uma década. Sucessivos governos de transição vêm seguidamente adiando as eleições devido ao agravamento da insegurança, o que já forçou cerca de 1,5 milhão de pessoas a fugirem de suas casas. A Força de Supressão de Gangues foi instituída em setembro de 2025 para substituir a antiga Missão Multinacional de Apoio à Segurança, que não conseguiu cumprir seus objetivos. Apesar da mobilização, grupos armados continuam a controlar grandes partes do território haitiano. Os Estados Unidos são um dos países que propuseram a moção que instituiu a Força de Supressão de Gangues. O embaixador morte-americano na ONU, Mike Waltz, afirmou que cerca de 1500 soldados estão atualmente mobilizados no Haiti, o que corresponde a menos de 30% do efetivo previsto. No entanto, ele disse que mais 4 mil devem chegar nos próximos meses. “Sete missões foram dedicadas ao Haiti nas últimas décadas e, obviamente, com sucesso limitado”, declarou Waltz. “Estamos tentando fazer algo genuinamente diferente.” Ataques violentos Poucas horas antes da votação no Conselho de Segurança, membros de gangues incendiaram casas e mataram pelo menos 11 pessoas na região de Gros-Morne, no noroeste do Haiti. Um prefeito local descreveu esse ataque como uma retaliação após a Força de Supressão de Gangues matar três criminosos durante uma operação contra pedágios ilegais. Em agosto, membros de gangues promoveram um massacre na cidade de Kenscoff, comunidade agrícola nas montanhas perto da capital haitiana, Porto Príncipe. Na ocasião, houve 47 mortos, 22 feridos e mais de 50 pessoas sequestradas. O mandato da Força de Supressão de Gangues foi renovado até 31 de março de 2027. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/onu-estende-missao-antigangues-no-haiti-por-seis-meses