Netanyahu e Trump discutem ampliação da ofensiva militar em Gaza
Líderes conversaram por telefone; gabinete de segurança de Israel aprovou operação para tomar controle da Cidade de Gaza

Vicklin Moraes
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou neste domingo (10) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os planos militares na Faixa de Gaza, segundo comunicado oficial do gabinete do premiê.
Trump e Netanyahu discutiram a ofensiva contra os últimos "dois redutos restantes" do Hamas em Gaza, incluindo a Cidade de Gaza e os campos centrais do território. O comunicado destacou o agradecimento de Netanyahu ao presidente americano pelo apoio firme desde o início da guerra.
Ainda neste domingo, Netanyahu convocou entrevista coletiva para defender o que chamou de expansão da ocupação de Gaza. Ele afirmou que Israel não tem outra opção senão “concluir o trabalho e derrotar o Hamas”, alertando que, caso o território palestino não seja controlado, a guerra será interminável.
Reação da ONU
Ramesh Rajasingham, chefe do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), expressou profunda preocupação com as declarações de Netanyahu, classificando a ocupação de Gaza como uma “grave escalada” no conflito.
“Estou extremamente preocupado com o prolongamento do conflito, relatos de atrocidades e o aumento do número de vítimas que provavelmente ocorrerão após a decisão do governo israelense de expandir as operações militares em Gaza. Mais de 61 mil pessoas já foram mortas e o sofrimento continua diariamente para a população palestina”, afirmou Rajasingham.
No mesmo dia, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião emergencial para debater o conflito. Miroslav Jenca, vice-secretário-geral para a Europa, Ásia Central e Américas, classificou a ofensiva como uma perigosa escalada, ressaltando que cerca de 800 mil civis devem ser desalojados da Cidade de Gaza até 7 de outubro de 2025.









