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“Missão cumprida": direita celebra PCC e CV como terroristas

Departamento de Estado dos EUA anunciou que designará grupos criminosos pelo rótulo após série de encontros de Flávio Bolsonaro nos EUA

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“Missão cumprida": direita celebra PCC e CV como terroristas

Lideranças da direita celebraram nesta quinta-feira (28) a designação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA. A medida entrará em vigor a partir de 5 de junho, conforme o governo americano.

O anúncio sucedeu a viagem do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington D.C. Flávio teve encontros com o presidente Donald Trump, o vice JD Vance e o secretário Marco Rubio, além de outras autoridades da ala dura do trumpismo.

Em coletiva na terça (26) após reunião com Trump, o pré-candidato disse que pediu pessoalmente para que o americano classificasse as organizações como terroristas "o quanto antes".

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“Grande dia", publicou Flávio no X (antigo Twitter) em retuíte ao comunicado feito por Rubio nesta quinta.

Depois, pelo Instagram, Flávio disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aos EUA para encontrar Trump "de joelhos" para "fazer lobby" pelo PCC e Comando Vermelho, enquanto ele teria ido para "trabalhar" contra as organizações.

Outro a comemorar foi o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que esteve na Casa Branca junto ao irmão e o jornalista Paulo Figueiredo. Tanto Eduardo quanto Figueiredo moram nos EUA e tem feito a ponte entre a pré-campanha de Flávio e os círculos mais intímos da Casa Branca.

Eduardo disse que a decisão permite ao DEA (Drug Enforcement Administration), órgão americano de combate ao tráfico de drogas, intensificar as ações de cerceamento à atividade das facções, além de dar brecha para uma atuação direta do Exército dos EUA no Brasil e nas rotas de cocaína que passam pela Colômbia, Bolívia, Peru e Paraguai.

Ele ironizou ao dizer que a designação de terrorista permite aos EUA combater o PCC e o CV assim como fez com Osama bin Laden, morto em 2011 no Paquistão após anos de buscas americanas pelo atentado do 11 de Setembro.

"Esse é um grande dia para todos aqueles que sofrem na mão desses bandidos", afirmou.

O ex-deputado agradeceu a Trump, Vance e Rubio e também ao vice-secretário de Estado Christopher Landau e ao assessor especial Darren Beattie, que participaram dos encontros com Flávio. "São pessoas-chave na administração Trump e contribuíram para que essa decisão fosse tomada."

Paulo Figueiredo, que havia dito mais cedo que a viagem de Flávio havia neutralizado os efeitos da crise envolvendo as relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, também comemorou.

“Missão cumprida, Flávio Bolsonaro! Fez mais pela segurança do povo brasileiro como pré-candidato do que Lula em 3 mandatos como presidente!!", publicou.

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