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Ministério Público do Paraguai abre inquérito para investigar possível espionagem da Abin

Órgão considera haver indícios de que a Agência Brasileira de Inteligência acessou dados e sistemas sem autorização

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Entrada da Agência Brasileira de Inteligência | Antonio Cruz/Agência Brasil
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O Ministério Público do Paraguai publicou, nesta quinta-feira (3), um documento informando abertura de inquérito para apurar uma possível espionagem digital realizada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que teria como alvos autoridades e órgãos paraguaios.

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Segundo comunicado, há indícios de que foram cometidos crimes como acesso não autorizado a dados e sistemas de informática. “A abertura da investigação também permitirá avaliar a pertinência dos pedidos de cooperação internacional, no âmbito da Convenção sobre Crimes Cibernéticos, assinada pelo Paraguai e pelo Brasil”, afirma trecho da nota.

A denúncia surgiu a partir do depoimento de um agente da própria Abin à Polícia Federal, no contexto de uma apuração sobre o uso indevido da Abin.

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O agente relatou que o suposto monitoramento tinha como objetivo colher dados sobre negociações envolvendo a venda de energia da usina de Itaipu.

Paraguai e Brasil estão negociando o Anexo C, acordo que regula a comercialização da energia gerada pela Usina de Itaipu, situada na fronteira entre os dois países.

O Paraguai afirmou que as negociações ficam suspensas até que o Brasil dê respostas sobre o assunto.

O caso gerou tensão diplomática. Na terça-feira (1º), o governo paraguaio convocou o embaixador do Brasil em Assunção, José Antônio Marcondes, para prestar esclarecimentos.

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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil atribuiu a operação à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o Itamaraty, a atividade foi encerrada após o atual governo tomar conhecimento do caso, em março de 2023.

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