Lula fala com Sánchez por telefone e confirmada ida à Espanha em abril
Presidente vai emendar visita a Madri e Barcelona nos dias 17 e 18 com ida à Feira de Hannover, na Alemanha


SBT News
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta quarta-feira (4) com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, sobre a crise no Oriente Médio e a escalada na guerra da coalizão entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Na conversa, Lula confirmou presença em uma viagem de Estado à Espanha em 17 e 18 de abril. Ele deve ir à capital Madri e a Barcelona para a quarta reunião da iniciativa “Em Defesa da Democracia", articulada junto com Chile, Colômbia e Uruguai.
Sánchez foi duramente criticado pelo presidente Donald Trump no fim de semana por se recusar a permitir que bases aéreas sob sua tutela fossem usadas para ataques ao território iraniano. Ele destoou do tom adotado por outros países europeus, como França e Alemanha, que demonstraram prontidão em proteger países do Oriente Médio de bombardeios do regime iraniano.
Dados do site de rastreamento de voos FlightRadar24 mostraram na segunda (2) que 15 aviões militares americanos já haviam deixado as bases militares de Rota e Morón, no sul da Espanha. Os pontos são operados conjuntamente pelos dois países, mas estão sob soberania espanhola.
A viagem a Madri e Barcelona vai emendar com outro compromisso do presidente na Alemanha, na Feira de Hannover. O Brasil será o grande destaque da maior feira de tecnologia industrial do mundo, com um pavilhão de de 2.000 m² exibindo motores da indústria brasileira, como sustentabilidade, energia renovável e digitalização, conforme a Apex Brasil.
Na próxima semana, o petista estará em Valparaíso, no Chile, para a posse do presidente eleito José Antonio Kast. Há ainda uma expectativa sobre a visita a Washington D.C. para um encontro cara a cara com Trump.
O Planalto, porém, teme que a importância da visita seja ofuscada pela guerra no Irã. Está em aberto a possibilidade de a viagem à capital americana possa ser feita na segunda quinzena de março, mas o indício de que o conflito vai se prolongar durante todo o mês afeta diretamente essa data.









