Keiko assume Presidência e põe Forças Armadas na segurança
Primeira mulher eleita para o cargo, líder de direita prioriza combate ao crime organizado e ações contra efeitos climáticos
Vicklin Moraes
A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, recebe credenciais oficiais, em Lima 15 de julho de 2026 REUTERS/Angela Ponce
Keiko Fujimori assumiu a Presidência do Peru nesta terça-feira (28), em sessão solene no Congresso. A cerimônia marca o retorno da direita ao poder em Lima e contou com a presença do argentino Javier Milei entre os convidados.
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Ela é a primeira mulher eleita presidente da história do país. Filha de Alberto Fujimori, que governou o Peru com mão de ferro entre 1990 e 2000, a direitista de 51 anos fez um discurso em que pediu união nacional e afirmou que seu governo será voltado a todos os peruanos.
A posse representa o ponto mais alto da trajetória política de Keiko, que chegou à Presidência em sua quarta tentativa. Antes da vitória em 2026, ela disputou os segundos turnos das eleições presidenciais de 2011, 2016 e 2021, mas foi derrotada em todas as ocasiões por margens apertadas.
Keiko construiu sua carreira política sob forte associação com o legado do pai. Alberto Fujimori foi condenado por violações de direitos humanos, e sua herança segue dividindo a sociedade peruana.
Durante a posse, Fujimori anunciou que a segurança pública e o enfrentamento das mudanças climáticas serão prioridades de sua gestão. As Forças Armadas passarão a liderar temporariamente operações de segurança em regiões com altos índices de violência, em conjunto com a Polícia Nacional.
Ela também prometeu um plano nacional de contingência para o fenômeno El Niño e anunciou um ambicioso processo de modernização tecnológica, com sistemas de videomonitoramento interligados, uso de inteligência artificial para mapear o crime e centros de comando para respostas rápidas.
“A luta não será apenas contra o criminoso comum. Iremos atrás das máfias nacionais e internacionais que financiam a extorsão, o sicariato, o narcotráfico e a mineração ilegal. Fortaleceremos os sistemas de inteligência para desarticular essas organizações desde suas lideranças e estruturas econômicas e seremos implacáveis com aqueles que traírem o uniforme. Nenhum membro da Polícia Nacional que se coloque a serviço do crime encontrará proteção em nosso governo. Quem desonrar a instituição responderá perante a Justiça com todo o peso da lei”, afirmou.
Keiko assume Presidência e põe Forças Armadas na segurançaPrimeira mulher eleita para o cargo, líder de direita prioriza combate ao crime organizado e ações contra efeitos climáticos
Mundo2026-07-28T21:18:57.848Zassumiu a Presidência do Peru nesta terça-feira (28), em sessão solene no Congresso. A cerimônia marca o retorno da direita ao poder em Lima e contou com a presença do argentino Javier Milei entre os convidados. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Ela é a primeira mulher eleita presidente da história do país. Filha de Alberto Fujimori, que governou o Peru com mão de ferro entre 1990 e 2000, a direitista de 51 anos fez um discurso em que pediu união nacional e afirmou que seu governo será voltado a todos os peruanos. A posse representa o ponto mais alto da trajetória política de Keiko, que chegou à Presidência em sua quarta tentativa. Antes da vitória em 2026, ela disputou os segundos turnos das eleições presidenciais de 2011, 2016 e 2021, mas foi derrotada em todas as ocasiões por margens apertadas. Keiko construiu sua carreira política sob forte associação com o legado do pai. Alberto Fujimori foi condenado por violações de direitos humanos, e sua herança segue dividindo a sociedade peruana. Durante a posse, Fujimori anunciou que a segurança pública e o enfrentamento das mudanças climáticas serão prioridades de sua gestão. As Forças Armadas passarão a liderar temporariamente operações de segurança em regiões com altos índices de violência, em conjunto com a Polícia Nacional. Ela também prometeu um plano nacional de contingência para o fenômeno El Niño e anunciou um ambicioso processo de modernização tecnológica, com sistemas de videomonitoramento interligados, uso de inteligência artificial para mapear o crime e centros de comando para respostas rápidas. “A luta não será apenas contra o criminoso comum. Iremos atrás das máfias nacionais e internacionais que financiam a extorsão, o sicariato, o narcotráfico e a mineração ilegal. Fortaleceremos os sistemas de inteligência para desarticular essas organizações desde suas lideranças e estruturas econômicas e seremos implacáveis com aqueles que traírem o uniforme. Nenhum membro da Polícia Nacional que se coloque a serviço do crime encontrará proteção em nosso governo. Quem desonrar a instituição responderá perante a Justiça com todo o peso da lei”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/keiko-assume-presidencia-e-poe-forcas-armadas-na-seguranca
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