Julio Iglesias é acusado de assédio sexual por ex-funcionárias
Cantor espanhol teria abusado de duas jovens em 2021; Iglesias ainda não se manifestou sobre as acusações


Duda Ventura
O Julio Iglesias, de 82 anos, está sendo acusado de assédio sexual e tráfico de pessoas por uma empregada doméstica e uma fisioterapeuta que trabalharam para ele em 2021, em uma mansão do cantor no Caribe.
Entre as denúncias estão estupro, ameaças e agressões físicas e verbais. A queixa aponta Iglesias como o principal autor, mas também inclui como cúmplices duas mulheres que administravam as casas do cantor na República Dominicana e nas Bahamas.
De acordo com as investigações publicadas pela mídia espanhola, os abusos teriam ocorrido com o conhecimento da equipe do artista. Além das duas mulheres, outros funcionários teriam alegado que o ambiente de trabalho no imóvel era degradante.
A denúncia
As mulheres teriam encontrado as vagas de trabalho por anúncios nas redes sociais. Elas afirmam que Julio Iglesias estava buscando jovens de 25 a 35 anos que morassem no local de trabalho – segundo a equipe do cantor, por receio do contágio da covid-19 em meio à pandemia. De acordo com as ex-funcionárias, o processo de contratação não incluía entrevistas, apenas o envio de fotos de rosto e corpo.
No período em que trabalharam para o cantor, elas alegam que Iglesias as humilhava, elogiava frequentemente de maneira invasiva e fazia convites íntimos. As funcionárias também eram proibidas de namorar, tirar fotos na propriedade, e eram obrigadas a entregar o celular ao chefe caso ele solicitasse a revisão de fotos e conversas. Também era proibido conversar ou fazer amizade com colegas de trabalho.
Repercussão
A queixa foi registrada com o apoio da organização internacional Women’s Link Worldwide no dia 5 de janeiro. Nesta terça-feira, o Ministério Público espanhol abriu uma investigação sobre os possíveis crimes de agressão sexual cometidos pelo cantor. As mulheres teriam fornecido fotografias, registros de chamadas, mensagens do WhatsApp, vistos, laudos médicos e outros documentos como evidência dos crimes. Os advogados pediram que as identidades fossem protegidas devido à influência de Iglesias.
A ministra da Igualdade da Espanha, Ana Redondo, pediu uma investigação das alegações: “Diante do sexismo, não podemos fechar os olhos, porque a negação só intensifica o problema. Espero que haja uma investigação completa”, afirmou nas redes sociais.
A presidente da Comunidade de Madri, a conservadora Isabel Díaz Ayuso, manifestou apoio a Julio Iglesias. "A Comunidade de Madri não contribuirá para a difamação de artistas e, menos ainda, para a daquele que é o mais universal dos cantores: Julio Iglesias", escreveu.
O cantor ainda não se manifestou sobre as acusações.









