Morre Scott Adams, cartunista e criador da tirinha 'Dilbert', aos 68 anos
Ele estava sob cuidados paliativos após ser diagnosticado com câncer de próstata no ano passado


Gabriela Belchior
O cartunista norte-americano Scott Adams, criador da tirinha “Dilbert”, morreu nesta terça-feira (13) na Califórnia (EUA), em decorrência de um câncer de próstata. A informação foi confirmada pela ex-esposa de Scott, Shally Miles, em uma live que o artista costumava transmitir no YouTube: "Real Coffee With Scott Adams". Ele foi diagnosticado com um câncer agressivo no ano passado e estava sob cuidados paliativos desde o início de janeiro.
Na transmissão, Shally leu a última mensagem que o cartunista deixou aos fãs por escrito.
"Se você está lendo isso, as coisas não terminaram bem para mim. Tenho algumas coisas para dizer antes de ir. Meu corpo cedeu antes do meu cérebro", escreveu Scott.
A maior criação do quadrinista, Dilbert, foi publicada pela primeira vez em 1989, quando ele trabalhava em uma empresa telefônica, a Pacific Bell. As tirinhas representavam uma sátira ao mundo corporativo e à rotina dos funcionários no ambiente de trabalho, onde Dilbert representava o dia a dia de muitos dos americanos.
Em 2023, no entanto, diversos jornais americanos deixaram de publicar as criações de Scott após ele fazer comentários racistas em uma de suas lives.
Câncer de próstata
O médico urologista do Hospital das Clínicas da USP, Alexandre Iscaife, explica que o câncer de próstata é dividido no diagnóstico em três formas.
“A forma de baixo risco ou baixa agressividade, risco intermediário ou de agressividade intermediária, de alto risco ou muito agressivos. Isso é baseado na biópsia. A vasta maioria, ao redor de 90% dos tumores, são de baixo risco ou risco intermediário” .
Alexandre explica que esses tumores, quando já são diagnosticados como agressivos, na maioria, já possui metástase, caso do cartunista.
“Quando o paciente já tem metástases, esses tumores altamente agressivos respondem menos aos tratamentos”, afirma o médico.
No entanto, segundo o urologista, o diagnóstico precoce realizado através dos exames de toque retal e/ou o PSA (exame de sangue) auxilia no combate ao câncer, com tratamentos adequados.
“O tratamento não é o único, existem vários tipos. O paciente pode precisar de cirurgia, hormonioterapia, radioterapia, ou uma combinação deles. Quimioterapia também pode precisar, o que é raro em câncer de próstata, mas os tumores agressivos são usados para quimioterapia, mas realmente o prognóstico, as taxas de cura já são menores“.
Alexandre alerta ainda que, os exames periódicos, os mesmos que identificam um possível diagnóstico, são o melhor caminho para a prevenção e cuidados com esse tipo de doença.
“Por isso que é importante realizar os exames periódicos, os exames de rotina, que é o PSA, o toque, a avaliação do urologista, porque, na vasta maioria das vezes, o tumor no início não dá nenhum sintoma.”








