Israel: projeção aponta impasse na formação de novo governo
Como nenhum bloco conquistou maioria absoluta, Netanyahu permanece como primeiro-ministro interino até que se avance em alguma decisão
A
André de Sena
Benjamin Netanyahu (Likud) e Gadi Eisenkot (Yashar), principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro de Israel | Yonatan Sinder/Pool via Reuters
Projeções apontam que nenhum partido conseguiu obter a maioria absoluta de 61 das 120 cadeiras do Parlamento de Israel, o Knesset, na eleição realizada nesta semana. Às 13h58 desta quinta-feira (29) pelo horário de Tel Aviv (8h58 em Brasília), 96,1% dos votos já tinham sido apurados.
As projeções apontavam que o grupo liderado pelo partido Likud, do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que tenta se reeleger, ficaria com 54 assentos. O bloco de oposição encabeçado pelo partido Yashar, do candidato Gadi Eisenkot, conquistaria 48 vagas no parlamento. Já os partidos árabes teriam direito a 18 cadeiras.
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O resultado final da apuração vai ser divulgado na semana que vem. Em seguida, o presidente israelense, Isaac Herzog, vai escolher o candidato que ele considera ter as melhores chances de formar um governo. Caso esse postulante falhe na tentativa de firmar alianças, outro será selecionado. Se o segundo nome não for bem-sucedido, o parlamento pode indicar alguém.
Todo esse processo tem um prazo de 100 dias. Ao longo desse período, Netanyahu vai permanecer como primeiro-ministro interino. Caso um novo governo não seja formado, novas eleições serão realizadas.
Se Herzog escolher Netanyahu, ele pode tentar formar uma coalizão que inclua alguns partidos de oposição, como o próprio Yashar, de Eisenkot. Mas esse cenário é pouco provável. Para ele se concretizar, o primeiro-ministro teria que abandonar seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos. Além disso, seus opositores precisariam abrir mão de sua principal promessa eleitoral: tirar o atual chefe do Executivo do poder.
Netanyahu ainda tem a possibilidade de atrair os integrantes mais à direita do bloco adversário. Ele fez uma manobra semelhante em 2022, quando liderava a oposição e conseguiu se sair vencedor na eleição. No entanto, desta vez ele teria que conquistar o apoio de mais dissidentes para conseguir fazer a estratégia funcionar.
Caso o escolhido seja Eisenkot, ele pode tentar formar uma aliança com os partidos minoritários, cujos eleitores são descendentes dos palestinos que permaneceram no território após a criação do estado de Israel. No entanto, para isso acontecer, o candidato teria que abrir mão de sua promessa de campanha de não incluir os árabes no governo.
A eleição em Israel é a primeira desde o ataque do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas em 7 de outubro de 2023. Eisenkot prometeu que, se eleito, vai criar uma comissão estatal de inquérito independente para investigar as falhas de segurança das autoridades israelenses em relação ao atentado.
"Para mim, está claro que, como resultado deste dia de eleição e do governo que ainda está no poder, uma comissão estatal de inquérito não será instaurada. Espero sinceramente que as coisas mudem. Quero muito que, no próximo governo, uma comissão estadual de inquérito seja criada", disse o eleitor Eyal Eshel. Sua filha foi morta pelo Hamas no ataque de 7 de outubro de 2023.
Israel: projeção aponta impasse na formação de novo governoComo nenhum bloco conquistou maioria absoluta, Netanyahu permanece como primeiro-ministro interino até que se avance em alguma decisãoMundo2026-10-29T14:09:49.590ZProjeções apontam que nenhum partido conseguiu obter a maioria absoluta de 61 das 120 cadeiras do Parlamento de Israel, o Knesset, na eleição realizada nesta semana. Às 13h58 desta quinta-feira (29) pelo horário de Tel Aviv (8h58 em Brasília), 96,1% dos votos já tinham sido apurados. As projeções apontavam que o grupo liderado pelo partido Likud, do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que tenta se reeleger, ficaria com 54 assentos. O bloco de oposição encabeçado pelo partido Yashar, do candidato Gadi Eisenkot, conquistaria 48 vagas no parlamento. Já os partidos árabes teriam direito a 18 cadeiras. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . O resultado final da apuração vai ser divulgado na semana que vem. Em seguida, o presidente israelense, Isaac Herzog, vai escolher o candidato que ele considera ter as melhores chances de formar um governo. Caso esse postulante falhe na tentativa de firmar alianças, outro será selecionado. Se o segundo nome não for bem-sucedido, o parlamento pode indicar alguém. Todo esse processo tem um prazo de 100 dias. Ao longo desse período, Netanyahu vai permanecer como primeiro-ministro interino. Caso um novo governo não seja formado, novas eleições serão realizadas. Se Herzog escolher Netanyahu, ele pode tentar formar uma coalizão que inclua alguns partidos de oposição, como o próprio Yashar, de Eisenkot. Mas esse cenário é pouco provável. Para ele se concretizar, o primeiro-ministro teria que abandonar seus aliados de extrema direita e ultraortodoxos. Além disso, seus opositores precisariam abrir mão de sua principal promessa eleitoral: tirar o atual chefe do Executivo do poder. Netanyahu ainda tem a possibilidade de atrair os integrantes mais à direita do bloco adversário. Ele fez uma manobra semelhante em 2022, quando liderava a oposição e conseguiu se sair vencedor na eleição. No entanto, desta vez ele teria que conquistar o apoio de mais dissidentes para conseguir fazer a estratégia funcionar. Caso o escolhido seja Eisenkot, ele pode tentar formar uma aliança com os partidos minoritários, cujos eleitores são descendentes dos palestinos que permaneceram no território após a criação do estado de Israel. No entanto, para isso acontecer, o candidato teria que abrir mão de sua promessa de campanha de não incluir os árabes no governo. A eleição em Israel é a primeira desde o ataque do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas em 7 de outubro de 2023. Eisenkot prometeu que, se eleito, vai criar uma comissão estatal de inquérito independente para investigar as falhas de segurança das autoridades israelenses em relação ao atentado. "Para mim, está claro que, como resultado deste dia de eleição e do governo que ainda está no poder, uma comissão estatal de inquérito não será instaurada. Espero sinceramente que as coisas mudem. Quero muito que, no próximo governo, uma comissão estadual de inquérito seja criada", disse o eleitor Eyal Eshel. Sua filha foi morta pelo Hamas no ataque de 7 de outubro de 2023. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/israel-projecao-aponta-impasse-na-formacao-de-novo-governo
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