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General condenado por genocídio na Bósnia morre na prisão

Ratko Mladić comandou as forças sérvias no cerco a Sarajevo e liderou o massacre de 8 mil pessoas em Srebrenica

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André de Sena, com informações da Reuters
General bósnio-sérvio e criminoso de guerra, Ratko Mladić | Reprodução/Reuters

General bósnio-sérvio e criminoso de guerra, Ratko Mladić | Reprodução/Reuters

O ex-general do exército sérvio Ratko Mladić morreu nesta quinta-feira (27) aos 84 anos no centro de detenção da ONU em Haia, na Holanda, após sofrer um AVC. Ele cumpria pena de prisão perpétua por crimes contra a humanidade. A informação foi publicada pela imprensa sérvia e confirmada por um representante das Nações Unidas.

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Mladić nasceu em março de 1942 no vilarejo de Kalinovik, na Bósnia, que na época fazia parte da Iugoslávia. Seu pai também era militar. na década de 1960, ingressou no Exército Popular Iugoslavo. Ao longo dos anos, ascendeu na hierarquia até se tornar general.

Após a eclosão da Guerra da Bósnia, em 1992, comandou o cerco a Sarajevo, que durou quase quatro anos. Na maior e mais importante cidade da Bósnia, Mladić conduziu uma campanha de limpeza étnica na qual mais de 10 mil civis foram mortos, inclusive crianças.

O crime mais grave cometido pelo general foi o massacre de Srebrenica, município bósnio localizado a aproximadamente 80 quilômetros de Sarajevo. Em apenas cinco dias, os soldados comandados por Mladić assassinaram cerca de 8 mil homens e garotos. Esse episódio é considerado a pior execução em massa ocorrida na Europa desde a matança promovida pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Sua conduta extremamente violenta lhe rendeu o apelido de "o açougueiro da Bósnia".

Depois que o conflito se encerrou, o militar foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, inclusive genocídio. No entanto, ele conseguiu permanecer anos sem ser encontrado. Mladić foi finalmente capturado pelas forças de segurança da Sérvia em maio de 2011. Ele estava escondido na vila de Lazarevo, no norte do país.

O processo no Tribunal Penal Internacional se encerrou em 2017, quando o ex-general foi condenado à prisão perpétua pelos crimes cometidos durante a Guerra da Bósnia.

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