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França envia caças para ajudar na segurança da Polônia após incursão russa

Países aliados debatem possível ameaça russa; Moscou diz que lançamento de drones não foi intencional

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Camila Stucaluc
12/09/2025, 06:29 • Atualizado em 12/09/2025, 06:29
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Caça Rafale francês | Wikimedia Commons

Caça Rafale francês | Wikimedia Commons

O presidente Emmanuel Macron anunciou, na quinta-feira (11), que a França irá enviar três caças Rafale para contribuir com a segurança aérea da Polônia. A medida acontece após drones russos violarem o espaço aéreo polonês durante um possível ataque contra o oeste da Ucrânia — país vizinho.

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Segundo Macron, a decisão foi tomada em consenso com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk e com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. Ambos os países pertencem à aliança militar, que se juntou, durante a semana, para debater uma possível ameaça russa.

“Após a incursão de drones russos na Polônia, decidi enviar três caças Rafale para contribuir para a proteção do espaço aéreo polonês e do flanco oriental da Otan, juntamente com nossos aliados. A segurança do continente europeu é a nossa principal prioridade. Não cederemos à crescente intimidação da Rússia”, disse Macron.

Essa não é a primeira vez que projéteis russos violam o espaço aéreo polonês. Em 2024, um míssil cruzou brevemente o território polaco, deixando o país em alerta. Dois anos antes, mísseis russos atingiram uma vila em Przewodów, também perto da fronteira com a Ucrânia, deixando dois mortos.

Desta vez, a intrusão provocou a primeira rodada de fechamento de aeroportos na Polônia, além da primeira operação de abate de drones russos por caças poloneses. Apesar de Moscou afirmar que não pretendia atingir alvos no país, o governo disse permanecer em alerta enquanto o caso é investigado.

Na quarta-feira (10), o presidente da Polônia, Karol Nawrocki, convocou o Conselho de Segurança Nacional para avaliar uma resposta à violação do espaço aéreo. A reunião está programada para acontecer assim que o governo receber o relatório das Forças Armadas sobre o ocorrido — que confirmará se a incursão foi intencional ou não.

“Todos os partidos políticos, presidentes de clubes parlamentares e as pessoas mais importantes do Estado vão discutir não só o que aconteceu, mas também o que devemos fazer no futuro para evitar que esse tipo de situação aconteça”, disse Nawrocki.

O ocorrido gera tensão internacional, sobretudo porque a Polônia faz parte da Otan, atualmente composta por 32 Estados. O país é protegido pelo Artigo 5 da aliança, que considera um ataque a uma das nações membros um ataque contra todos os integrantes do bloco. Nesta semana, a Alemanha anunciou o envio de tropas para a Lituânia, que irão permanecer em uma brigada próxima à Rússia.

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