Fissura nos trilhos é apontada como possível causa de descarrilamento fatal de trem de alta velocidade na Espanha
Relatório preliminar indica ruptura no carril antes ou durante a passagem do trem; colisão entre composições da Renfe e da Iryo deixou 45 mortos em Córdoba



SBT News
com informações da Reuters
Uma fissura nos trilhos pode ter ocorrido antes ou no momento do descarrilamento de um trem de alta velocidade na Espanha, segundo relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira (23) pela CIAF, órgão oficial de investigação de acidentes ferroviários do país.
O acidente ocorreu no último domingo (18), em Adamuz, na província de Córdoba, e resultou na morte de 45 pessoas, em um dos piores desastres ferroviários registrados na Europa nos últimos anos. Um trem do consórcio privado Iryo descarrilou e colidiu com outra composição de alta velocidade da estatal Renfe.
Segundo as autoridades, o trem da Renfe seguia de Madri para Huelva, enquanto o trem da Iryo havia partido de Málaga com destino a Madri. A colisão ocorreu por volta das 18h40 no horário local (14h40 em Brasília), cerca de dez minutos após a saída do trem da Iryo da estação. O maquinista responsável pela composição da Renfe está entre as vítimas fatais.
A Renfe transportava aproximadamente 100 passageiros no momento do acidente, enquanto o trem da Iryo levava mais de 300 pessoas.
Em coletiva de imprensa realizada horas após a divulgação do relatório, o ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que a investigação trabalha com uma hipótese inicial.
"Foi estabelecida uma hipótese provisória sobre as causas do acidente, focando-se numa possível ruptura do carril antes ou simultaneamente à passagem do comboio descarrilado", declarou.
A CIAF ressaltou que as causas da avaria ainda não foram determinadas e que nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento.
Segundo a agência Reuters, investigadores identificaram uma junta quebrada nos trilhos, o que pode ter contribuído para o descarrilamento.
O Ministério dos Transportes espanhol não respondeu imediatamente a pedidos de comentário adicionais. Já a Ferrovie dello Stato, grupo ferroviário estatal italiano e principal acionista da Iryo, informou que não comentaria o caso enquanto as investigações estiverem em andamento.








