Mundo

EUA planejam taxa de US$ 70 mil para estudantes estrangeiros

Cobrança é voltada ao Treinamento Prático Opcional (OPT), exigido para alunos que querem trabalhar no país

Avatar de Camila Stucaluc
Camila Stucaluc
EUA planejam taxa de US$ 70 mil para estudantes estrangeiros | Freepick

EUA planejam taxa de US$ 70 mil para estudantes estrangeiros | Freepick

Os Estados Unidos estudam a possibilidade de taxar em até US$ 70 mil (equivalente a cerca de R$ 350 mil) estudantes estrangeiros que queiram trabalhar no país. A proposta foi feita pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), na quarta-feira (7).

🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.

Pelo texto, estudantes não imigrantes com visto F-1 teriam que pagar US$ 70 mil para participar do Treinamento Prático Opcional (OPT) – uma autorização temporária de emprego relacionada à área de estudo do aluno. No caso de qualquer treinamento profissional adicional, haveria uma nova taxa, desta vez de US$ 30 mil (equivalente a cerca de R$ 150 mil).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Segundo o DHS, o objetivo é combater fraudes e proteger os trabalhadores, "a fim de reduzir o fluxo de mão de obra barata e facilitar a competição dos cidadãos americanos no mercado de trabalho".

“O OPT nunca foi pensado para ser uma porta dos fundos para a força de trabalho americana. O DHS está aprimorando o OPT para exigir que estudantes estrangeiros justifiquem seu valor perante os empregadores. Os trabalhadores americanos não deveriam ter que competir contra um programa que foi transformado em um gasto para mão de obra estrangeira barata”, disse o departamento.

Atualmente, o custo da taxa padrão do OPT para estudantes não imigrantes com visto F-1 é de aproximadamente US$ 500 (cerca de R$ 2,5 mil). Pelo sistema, os alunos podem realizar treinamentos profissionais por até 20 horas semanais durante o período letivo, durante o período de 12 meses. O objetivo é que o estudante coloque em prática o que aprendeu em sala de aula.

Para o DHS, as novas taxas propostas incentivariam as escolas e universidades a exercerem maior supervisão e seletividade ao recomendar estudantes não imigrantes para o treinamento. Além disso, “ajudaria a preservar os empregos de cidadãos norte-americanos”, como estipulado por ordens executivas recentes e outras diretrizes presidenciais.

Últimas notícias