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EUA colocam Brasil e África do Sul em lista de observação de tráfico de pessoas

País considerou que os esforços das nações foram "insuficientes" no combate ao crime

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Logotipo do Departamento de Educação e a bandeira dos EUA | Reuters/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos colocou o Brasil e a África do Sul em uma lista de observação de tráfico de pessoas nesta segunda-feira (29), citando o que considerou falhas dos países em demonstrar progresso no tema.

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O documento foi publicado quase três meses após a data prevista para ser entregue ao Congresso, e depois de a maior parte da equipe que o prepara ser demitida.

Brasil e África do Sul foram transferidos para a "Lista de Observação de Nível 2" do relatório, o que significa que esses países devem demonstrar mais esforços em relação à questão ou enfrentarão possíveis sanções dos EUA.

O relatório avalia os esforços para combater o trabalho forçado, o tráfico sexual e outras formas de escravidão moderna em todo o mundo, segundo a visão dos norte-americanos.

Tanto para a África do Sul quanto para o Brasil, o relatório observou esforços significativos em relação ao tráfico de pessoas, mas avaliou que eles não foram suficientes.

Sanções e acusações sem prova

Trump impôs a produtos brasileiros tarifas de 50%, e acusou a África do Sul, sem provas, de perseguir sua minoria branca. Ele também lançou um programa de refugiados para sul-africanos brancos e impôs tarifas pesadas ao país.

Nos anos anteriores, funcionários do Departamento de Estado respondiam dúvidas dos jornalistas sobre o relatório, mas neste ano ninguém foi disponibilizado.

No início deste mês, parlamentares democratas levantaram preocupações sobre o atraso na divulgação do relatório.

O subsecretário de Estado para Gestão e Recursos, Michael Rigas, afirmou em depoimento ao Congresso em julho que a equipe do Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas, responsável pelo relatório, foi reduzida em 71%, após cortes do Departamento de Estado de 1.300 funcionários no início deste ano.

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