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Entenda por que a Terra tem dia mais curto já registrado na história nesta quarta (9)

Fenômeno é resultado do afastamento da Lua da linha do equador terrestre, o que acelera a rotação do planeta

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Warley Júnior
09/07/2025, 11:34 • Atualizado em 09/07/2025, 11:35
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Planeta Terra | Reprodução

Planeta Terra | Reprodução

A Terra deve registrar, nesta quarta-feira (9), o dia mais curto já observado desde o início das medições com relógios atômicos. A diferença é mínima, entre 1,3 e 1,6 milissegundo a menos do que as 24 horas padrão, mas chama a atenção de cientistas do mundo todo.

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Essa marca pode superar o recorde anterior, registrado em 5 de julho de 2024, quando a rotação foi 1,66 milissegundos mais curta que o habitual. Em média, a Terra leva 86.400 segundos para completar uma volta completa em torno de si mesma, o que define a duração de um dia.

Por que isso está acontecendo?

A aceleração na rotação da Terra tem sido observada desde 2020, segundo medições feitas por relógios atômicos, equipamentos de altíssima precisão usados para medir o tempo de rotação do planeta.

Especialistas ainda não sabem exatamente por que o planeta está girando mais rápido, mas apontam algumas hipóteses:

  • Mudanças na atmosfera e ventos de alta altitude;
  • Derretimento de geleiras e redistribuição de massa sobre a Terra;
  • Movimentos no núcleo terrestre que influenciam a rotação;
  • Enfraquecimento do campo magnético do planeta, que também pode alterar sua dinâmica interna.

A posição da Lua em relação ao equador terrestre também pode influenciar a rotação. Quando a Lua está mais distante do equador, ela exerce menos força gravitacional sobre a Terra, permitindo que o planeta gire um pouco mais rápido.

O que isso significa na prática?

Na rotina das pessoas, a mudança de milissegundos não é perceptível. No entanto, para sistemas que dependem de precisão extrema, qualquer variação na medição do tempo pode gerar discrepâncias importantes:

  • GPS e satélites de comunicação;
  • Redes bancárias e bolsas de valores;
  • Sistemas de navegação e telecomunicação.

Por isso, existe um mecanismo chamado segundo bissexto, usado para ajustar a diferença entre o tempo atômico e o tempo astronômico. Desde 1972, esse ajuste já foi feito várias vezes, sempre com acréscimo de um segundo.

Mas, se a Terra continuar acelerando, os cientistas podem ter que fazer o inédito ajuste de um segundo a menos, o chamado segundo bissexto negativo. A expectativa é de que isso possa ocorrer por volta de 2029, caso a tendência persista.

Outros dias mais curtos

Além desta quarta-feira, os dias 22 de julho e 5 de agosto também devem apresentar rotações mais rápidas que o normal, com dias ligeiramente mais curtos.

Nos últimos anos, essa aceleração tem oscilado. Em 2021, o dia 9 de julho também foi mais curto (1,47 ms a menos). Já em 2023, houve uma leve desaceleração, mas em 2024 a velocidade voltou a crescer, com vários dias quebrando recordes.

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