Em artigo de opinião póstumo, Papa Francisco pede fim da violência em Gaza
Pontífice reiterou apoio a uma solução de dois Estados para o conflito em Israel e na Palestina
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Camila Stucaluc
23/04/2025, 06:51 • Atualizado em 23/04/2025, 06:51
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Papa Francisco sentado e rezando | Reprodução
Em uma de suas últimas declarações, o Papa Francisco voltou a pedir o “fim do ciclo de violência e retaliação” no Oriente Médio, sobretudo na Faixa de Gaza. A fala está presente no artigo de opinião publicado postumamente na revista The Parliament, na terça-feira (22).
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Intitulado “O derramamento de sangue na Palestina/Israel deve acabar”, o artigo cita o “paradoxo da Terra Santa”, onde, apesar de ter sido o local escolhido por Deus para revelar sua glória divina e o valor da dignidade humana, é palco de guerras atrozes, resultando em rios de sangue. “É uma terra devastada por séculos de conflito, marcada pela desconfiança e pelo medo.”
Entre os conflitos na região, Francisco destaca a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza, que ocorre desde outubro de 2023. No texto, o pontífice pede o fim das hostilidades e a abertura do diálogo para a solução de dois Estados – que prevê um Estado de Israel e um Estado da Palestina vivendo lado a lado em paz, segurança e reconhecimento mútuo.
“Ambos os povos têm o direito de viver em paz, pois ambos têm profundas raízes históricas, culturais e religiosas naquela terra. A segurança nunca pode ser alcançada através da dominação, aniquilação, humilhação ou exclusão do outro. Uma abordagem militar ou decisões unilaterais podem trazer vitórias aparentes e momentâneas, mas não trazem paz”, escreveu o papa.
“Infelizmente, com demasiada frequência na história humana, aqueles que propõem a paz são vistos como fracos, enquanto aqueles que se armam até aos dentes são apresentados com o fascínio de serem fortes e responsáveis. Isso também é uma grande ilusão. Aquele que trabalha pela paz é forte. Somente o pacificador vê o mundo como um lugar que pode ser cultivado e melhorado”, continuou.
Para reforçar a ideia de paz, Francisco citou uma fala de Jesus: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus". Ele terminou o texto dizendo que “Deus e as gerações futuras nos julgarão não por quantos inimigos derrotamos, mas por quantas vidas salvamos.”
A guerra em Gaza foi citada inúmeras vezes por Francisco durante seus discursos nos últimos anos. Um dos últimos ocorreu no domingo de Páscoa (20), quando o pontífice apelou por paz no enclave palestino. A declaração foi feita um dia antes de sua morte, na madrugada de segunda-feira (21), provocada por um acidente vascular cerebral (AVC) seguido de um quadro de insuficiência cardíaca.
Em artigo de opinião póstumo, Papa Francisco pede fim da violência em GazaPontífice reiterou apoio a uma solução de dois Estados para o conflito em Israel e na PalestinaMundo2025-04-23T06:51:00.000ZEm uma de suas últimas declarações, o Papa Francisco voltou a pedir o “fim do ciclo de violência e retaliação” no Oriente Médio, sobretudo na Faixa de Gaza. A fala está presente no artigo de opinião publicado postumamente na revista The Parliament, na terça-feira (22). Intitulado “O derramamento de sangue na Palestina/Israel deve acabar”, o artigo cita o “paradoxo da Terra Santa”, onde, apesar de ter sido o local escolhido por Deus para revelar sua glória divina e o valor da dignidade humana, é palco de guerras atrozes, resultando em rios de sangue. “É uma terra devastada por séculos de conflito, marcada pela desconfiança e pelo medo.” Entre os conflitos na região, Francisco destaca a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza, que ocorre desde outubro de 2023. No texto, o pontífice pede o fim das hostilidades e a abertura do diálogo para a solução de dois Estados – que prevê um Estado de Israel e um Estado da Palestina vivendo lado a lado em paz, segurança e reconhecimento mútuo. “Ambos os povos têm o direito de viver em paz, pois ambos têm profundas raízes históricas, culturais e religiosas naquela terra. A segurança nunca pode ser alcançada através da dominação, aniquilação, humilhação ou exclusão do outro. Uma abordagem militar ou decisões unilaterais podem trazer vitórias aparentes e momentâneas, mas não trazem paz”, escreveu o papa. “Infelizmente, com demasiada frequência na história humana, aqueles que propõem a paz são vistos como fracos, enquanto aqueles que se armam até aos dentes são apresentados com o fascínio de serem fortes e responsáveis. Isso também é uma grande ilusão. Aquele que trabalha pela paz é forte. Somente o pacificador vê o mundo como um lugar que pode ser cultivado e melhorado”, continuou. Para reforçar a ideia de paz, Francisco citou uma fala de Jesus: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus". Ele terminou o texto dizendo que “Deus e as gerações futuras nos julgarão não por quantos inimigos derrotamos, mas por quantas vidas salvamos.” A guerra em Gaza foi citada inúmeras vezes por Francisco durante seus discursos nos últimos anos. Um dos últimos ocorreu no domingo de Páscoa (20), quando o pontífice apelou por paz no enclave palestino. A declaração foi feita um dia antes de sua morte, na madrugada de segunda-feira (21), provocada por um acidente vascular cerebral (AVC) seguido de um quadro de insuficiência cardíaca.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/em-artigo-de-opiniao-postumo-papa-francisco-pede-fim-da-violencia-em-gaza-1
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