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Dia 4 de julho: saiba o que é comemorado nos EUA, história e curiosidades

Data celebra quando os estadunidenses declararam independência da Grã-Bretanha, durante a Revolução Americana (1765-1789)

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Derick Toda
04/07/2024, 17:29 • Atualizado em 04/07/2024, 17:29
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Vermelho, branco e azul, as cores da bandeira dos Estados Unidos | Reprodução/Pixabay

Vermelho, branco e azul, as cores da bandeira dos Estados Unidos | Reprodução/Pixabay

O vermelho, o azul e o branco da bandeira americana estampam quase todas as ruas dos Estados Unidos no feriado de 4 de julho, o "Independence Day". A data celebra quando os estadunidenses declararam independência da Grã-Bretanha, durante a Revolução Americana (1765-1789).

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Escrita principalmente por Thomas Jefferson, em 1776, a Declaração de Independência é o documento base dos Estados Unidos. O texto explica os motivos que levaram as Treze Colônias a se separarem da ilha do Reino Unido.

Declaração de Independência dos Estados Unidos escrita, principalmente, por Thomas Jefferson | Reprodução/Segundo Congresso Continental (Domínio Público)
Declaração de Independência dos Estados Unidos escrita, principalmente, por Thomas Jefferson | Reprodução/Segundo Congresso Continental (Domínio Público)

Entre as afirmações no documento, estão:

  • "Todos os homens são criados iguais";
  • Os homens são dotados de "certos direitos inalienáveis";
  • "Vida, liberdade e busca da felicidade".

Uma das curiosidades é que a declaração não foi levada a sério nos 50 anos seguintes após a assinatura, apesar de ter sido reconhecida pelo Congresso. Ela era vista apenas como um papel formal de rotina no momento de realizar o voto. Com o passar dos anos, ela se tornou um dos documentos mais importantes para a história ocidental, por exemplo, quando foi citada na pressão pela abolição da escravidão e em outras ações de direitos civis.

Saiba a trajetória pela Independência e os motivos

A maioria dos habitantes das 13 colônias considerava a independência da Grã-Bretanha o último recurso. O Parlamento Britânico era alvo de protestos pelos colonos que acreditavam, como súditos do rei, que deviam ter os mesmos direitos constitucionais garantidos para aqueles que viviam na Inglaterra.

O parlamento não concordava com a situação e não era cedido, por exemplo, o poder de voto. O cenário começou a piorar quando, em 1765, as colônias passaram ser ainda mais taxadas.

Em 1767, houve um novo aumento de impostos, o que causou revolta nos colonos por anos. O governo britânico respondeu com o envio de soldados para "restaurar a paz do rei" e, com o uso da violência, o episódio ficou conhecido como o Massacre de Boston (5 de março de 1770). Havia ainda outras reinvindicações por parte dos colonos relacionadas a falta dos direitos mínimos, como a proibição de expandir as terras para a região Oeste dos Estados Unidos.

A repreensão e a resistência ao parlamento fizeram com que as 13 colônias se juntassem e, em 1975, a Guerra Revolucionária Americana estourou.

Em 1776, a ideia de independência já não era mais tão radical na visão dos colonos. Em março, a Carolina do Norte foi a primeira a se manifestar a favor da separação da Grã-Bretanha, seguida pelas outras colônias.

Nos meses seguintes, um comitê foi nomeado para redigir a Declaração de Independência, composto por: Benjamin Franklin, da Pensilvânia, Robert R. Livingston, de Nova York, John Adams, de Massachusetts, Roger Sherman, de Connecticut, e Thomas Jefferson, da Virgínia.

Escrevendo a Declaração de Independência americana | Reprodução/Jean Leon Gerome Ferris (Domínio Público)
Escrevendo a Declaração de Independência americana | Reprodução/Jean Leon Gerome Ferris (Domínio Público)

A primeira versão do documento foi apresentada ao Congresso no dia 1º de julho de 1776 e, em 4 de julho, foi adotada a Declaração da Independência.

Buscas por 4 de julho aumentaram no Google

O interesse de busca pelo termo "4 de julho" aumentou no Google com a chegada da data. As informações são do Google Trends.

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