Conselho de Segurança da ONU aprova resolução para garantir ajuda humanitária em Gaza
Texto aprovado, no entanto, não exige o fim imediato dos bombardeios no território palestino
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SBT Brasil
22/12/2023, 23:19 • Atualizado em 23/12/2023, 02:42
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Após duas semanas de negociação e muitos adiamentos, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução para garantir o aumento de ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza. O texto aprovado, no entanto, não exige o fim imediato dos bombardeios no território palestino.
O número de mortos -- estimado em 20 mil pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas -- é avalizado pelas Nações Unidas e pode ser muito maior por causa dos milhares de desaparecidos que ainda estão sob os destroços.
A ofensiva israelense fica mais forte à medida que aumenta a pressão por uma trégua. Nesta sexta, moradores do campo de refugiados de Bureij foram orientados a deixar a região.
Mesmo com uma nova pausa nos bombardeios, as condições poderão não ser as mesmas das do mês passado, quando centenas de israelenses e palestinos foram libertados.
O Hamas divulgou um comunicado confirmando que não aceita devolver reféns se não houver um cessar-fogo permanente. Do outro lado, Israel avisa que a guerra só vai acabar quando o país atingir seus objetivos: destruir o grupo palestino e libertar todos os sequestrados.
No Conselho de Segurança da ONU, a frase que pedia o fim imediato das hostilidades foi retirada do texto aprovado. Com abstenção da Rússia e dos Estados Unidos e 13 votos a favor, o braço mais poderoso das Nações Unidas aprovou apenas o aumento da ajuda humanitária para os palestinos.
O representante do Brasil, embaixador Sérgio Danese, defendeu a libertação dos reféns e a proteção de alvos civis e lembrou que isso não é apenas uma questão ética ou moral, mas respeito às leis internacionais.
A ajuda que entra no território palestino é controlada pelos israelenses, que afirmam que não há fome em Gaza, bem diferente do que diz a ONU, que aponta que a fome extrema já atinge mais de 25% da população.
Na batalha de versões, alguns fatos são incontestáveis. Nem o Hamas, nem Israel tem condições de negar o alto custo dessa guerra para aqueles que não moveram peça nenhuma pra que ela acontecesse.
Conselho de Segurança da ONU aprova resolução para garantir ajuda humanitária em GazaTexto aprovado, no entanto, não exige o fim imediato dos bombardeios no território palestinoMundo2023-12-22T23:19:09.774Z Após duas semanas de negociação e muitos adiamentos, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução para garantir o aumento de ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza. O texto aprovado, no entanto, não exige o fim imediato dos bombardeios no território palestino. O número de mortos -- estimado em 20 mil pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas -- é avalizado pelas Nações Unidas e pode ser muito maior por causa dos milhares de desaparecidos que ainda estão sob os destroços. A ofensiva israelense fica mais forte à medida que aumenta a pressão por uma trégua. Nesta sexta, moradores do campo de refugiados de Bureij foram orientados a deixar a região. Mesmo com uma nova pausa nos bombardeios, as condições poderão não ser as mesmas das do mês passado, quando centenas de israelenses e palestinos foram libertados. O Hamas divulgou um comunicado confirmando que não aceita devolver reféns se não houver um cessar-fogo permanente. Do outro lado, Israel avisa que a guerra só vai acabar quando o país atingir seus objetivos: destruir o grupo palestino e libertar todos os sequestrados. No Conselho de Segurança da ONU, a frase que pedia o fim imediato das hostilidades foi retirada do texto aprovado. Com abstenção da Rússia e dos Estados Unidos e 13 votos a favor, o braço mais poderoso das Nações Unidas aprovou apenas o aumento da ajuda humanitária para os palestinos. O representante do Brasil, embaixador Sérgio Danese, defendeu a libertação dos reféns e a proteção de alvos civis e lembrou que isso não é apenas uma questão ética ou moral, mas respeito às leis internacionais. A ajuda que entra no território palestino é controlada pelos israelenses, que afirmam que não há fome em Gaza, bem diferente do que diz a ONU, que aponta que a fome extrema já atinge mais de 25% da população. Na batalha de versões, alguns fatos são incontestáveis. Nem o Hamas, nem Israel tem condições de negar o alto custo dessa guerra para aqueles que não moveram peça nenhuma pra que ela acontecesse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/conselho-de-seguranca-da-onu-aprova-resolucao-para-garantir-ajuda-humanitaria-em-gaza