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Cinco ficam feridos em confrontos entre grupos de extrema-direita e migrantes no sudeste da Espanha

Tensão entre grupos cresceu após ataque a um idoso em circunstância ainda não esclarecida; extrema-direita pressiona contra auxílio a imigrantes

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Conflitos entre espanhóis e imigrantes deixam feridos em Torre-Pacheco, sudeste da Espanha. | Reprodução/X

Violentos confrontos eclodiram entre grupos de extrema-direita, moradores locais e migrantes norte-africanos em uma cidade no sudeste da Espanha no final de sábado (12), após um ataque a um idoso por agressores desconhecidos, no início da semana.

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Cinco pessoas ficaram feridas e uma foi presa durante os distúrbios em Torre-Pacheco, disseram autoridades locais à agência de notícias Reuters, em um dos piores episódios desse tipo no país nas últimas décadas. A cidade estava mais calma neste domingo (13), mas fontes do governo disseram que mais prisões eram esperadas.

Vídeos postados nas mídias sociais mostraram homens vestidos com roupas com símbolos da extrema direita e migrantes carregando bandeiras marroquinas arremessando objetos uns contra os outros no sábado à noite. O confronto ocorreu após vários dias de agitação de menor intensidade.

As tensões aumentaram entre os residentes locais e os migrantes depois que um homem idoso foi atacado na rua na quarta-feira (9), causando ferimentos dos quais ele está se recuperando em casa. Os motivos por trás da agressão não são claros e ninguém foi preso.

Imagens nas redes sociais mostram conflitos e versões diferentes da situação, algumas com cunho racista e xenofóbico.

A representante do governo central na área, Mariola Guevara, disse à TV pública espanhola que o ataque estava sendo investigado.

Ela também denunciou "discurso de ódio" e "incitação à violência" após grupos de extrema-direita se mudarem para a cidade, e disse que mais agentes da Guarda Civil seriam enviados para lidar com a violência.

Quase um terço da população de Torre-Pacheco é de origem estrangeira, de acordo com dados do governo local.

A área ao redor da cidade, localizada na região de Múrcia, também abriga um grande número de migrantes que trabalham como diaristas na agricultura, um dos pilares da economia regional.

Há menos de duas semanas, o governo de Múrcia teve que voltar atrás em uma proposta de compra de moradias para acomodar menores migrantes desacompanhados. O Partido Popular (PP), que é conservador e está no poder, foi ameaçado pelo Vox, de extrema-direita, de cujo apoio o PP precisa para aprovar leis.

Em 2000, violentos protestos anti-imigração eclodiram na cidade de El Ejido, em Almeria, no sul da Espanha, depois que três cidadãos espanhóis foram mortos por imigrantes marroquinos.

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