Confronto teve recorde de Ronaldo, "Quadrado Mágico" e Zico como treinador da seleção japonesa
Antonio Souza
29/06/2026, 09:05 • Atualizado em 29/06/2026, 09:05
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Fenômeno brilhou na partida e marcou 2 gols, dando início à campanha que o levaria a se tornar o maior artilheiro da história das Copa até então | Reprodução/Fifa
Vinte anos depois do único encontro entre Brasil e Japão em Copas do Mundo, as seleções voltam a se enfrentar nesta segunda-feira (29), agora pelas fase 16 avos do Mundial de 2026.
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O duelo em Houston traz de volta a lembrança de um jogo histórico disputado na Alemanha, quando a Seleção Brasileira deu espetáculo, venceu de virada e viu um de seus maiores ídolos entrar para a história do futebol.
Na Copa de 2006, Brasil e Japão integravam o Grupo F, ao lado de Austrália e Croácia. A equipe comandada por Carlos Alberto Parreira já estava classificada para as oitavas após vencer os dois primeiros jogos, enquanto os japoneses, treinados por Zico, precisavam da vitória para manter vivo o sonho de avançar na competição.
Como foi Brasil x Japão na Copa de 2006
Mesmo com mudanças na escalação, o Brasil dominou boa parte da partida em Dortmund. O goleiro Yoshikatsu Kawaguchi fez grandes defesas e segurou a pressão brasileira durante quase todo o primeiro tempo.
Contra a lógica do jogo, porém, o Japão saiu na frente aos 33 minutos com Keiji Tamada, aproveitando uma rara desatenção da defesa brasileira.
A resposta veio ainda antes do intervalo. Aos 45 minutos, Ronaldo Nazário apareceu na área para empatar de cabeça e aliviar a pressão. O gol também teve peso histórico: o atacante ultrapassou Pelé como maior artilheiro da Seleção Brasileira em Copas do Mundo naquele momento, iniciando uma noite inesquecível.
Ronaldo Fenômeno marcado de cabeça empatando para o Brasil | Reprodução / Fifa
Na etapa final, o Brasil mostrou o futebol que muitos esperavam daquela geração repleta de estrelas. Logo aos sete minutos, Juninho Pernambucano acertou um chute forte de fora da área para virar o placar. Pouco depois, Gilberto ampliou após boa jogada coletiva. Já aos 36 minutos, Ronaldo voltou a marcar e fechou a goleada por 4 a 1.
O segundo gol do Fenômeno fez o atacante igualar o recorde de 14 gols em Copas do Mundo, marca que seria superada dias depois contra Gana.
Quadrado Mágico e decepção
Apesar da vitória convincente, a atuação acabou criando ainda mais expectativa sobre a chamado "Quadrado Mágico", formado por nomes como Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo e Adriano.
O desempenho, no entanto, não se repetiu nas fases decisivas. O Brasil eliminou Gana nas oitavas, mas acabou derrotado pela França nas quartas de final, encerrando precocemente a campanha na Alemanha.
O reencontro desta segunda-feira acontece em um contexto completamente diferente. O Brasil inicia a fase mata-mata sob o comando de Carlo Ancelotti, enquanto o Japão chega fortalecido após anos de evolução e consolidado como uma das principais forças do futebol asiático.
Se em 2006 o favoritismo brasileiro prevaleceu com autoridade, desta vez o duelo promete ser muito mais equilibrado e vale uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Como foi Brasil x Japão na Copa de 2006; relembreConfronto teve recorde de Ronaldo, "Quadrado Mágico" e Zico como treinador da seleção japonesaMundo2026-06-29T09:05:00.000ZVinte anos depois do único encontro entre Brasil e Japão em Copas do Mundo, as seleções voltam a se enfrentar nesta segunda-feira (29), agora pelas fase 16 avos do Mundial de 2026. O duelo em Houston traz de volta a lembrança de um jogo histórico disputado na Alemanha, quando a Seleção Brasileira deu espetáculo, venceu de virada e viu um de seus maiores ídolos entrar para a história do futebol. + Na Copa de 2006, Brasil e Japão integravam o Grupo F, ao lado de Austrália e Croácia. A equipe comandada por Carlos Alberto Parreira já estava classificada para as oitavas após vencer os dois primeiros jogos, enquanto os japoneses, treinados por Zico, precisavam da vitória para manter vivo o sonho de avançar na competição. Como foi Brasil x Japão na Copa de 2006 Mesmo com mudanças na escalação, o Brasil dominou boa parte da partida em Dortmund. O goleiro Yoshikatsu Kawaguchi fez grandes defesas e segurou a pressão brasileira durante quase todo o primeiro tempo. Contra a lógica do jogo, porém, o Japão saiu na frente aos 33 minutos com Keiji Tamada, aproveitando uma rara desatenção da defesa brasileira. + A resposta veio ainda antes do intervalo. Aos 45 minutos, Ronaldo Nazário apareceu na área para empatar de cabeça e aliviar a pressão. O gol também teve peso histórico: o atacante ultrapassou Pelé como maior artilheiro da Seleção Brasileira em Copas do Mundo naquele momento, iniciando uma noite inesquecível. Na etapa final, o Brasil mostrou o futebol que muitos esperavam daquela geração repleta de estrelas. Logo aos sete minutos, Juninho Pernambucano acertou um chute forte de fora da área para virar o placar. Pouco depois, Gilberto ampliou após boa jogada coletiva. Já aos 36 minutos, Ronaldo voltou a marcar e fechou a goleada por 4 a 1. O segundo gol do Fenômeno fez o atacante igualar o recorde de 14 gols em Copas do Mundo, marca que seria superada dias depois contra Gana. Quadrado Mágico e decepção Apesar da vitória convincente, a atuação acabou criando ainda mais expectativa sobre a chamado "Quadrado Mágico", formado por nomes como Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo e Adriano. O desempenho, no entanto, não se repetiu nas fases decisivas. O Brasil eliminou Gana nas oitavas, mas acabou derrotado pela França nas quartas de final, encerrando precocemente a campanha na Alemanha. O reencontro desta segunda-feira acontece em um contexto completamente diferente. O Brasil inicia a fase mata-mata sob o comando de Carlo Ancelotti, enquanto o Japão chega fortalecido após anos de evolução e consolidado como uma das principais forças do futebol asiático. Se em 2006 o favoritismo brasileiro prevaleceu com autoridade, desta vez o duelo promete ser muito mais equilibrado e vale uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/como-foi-brasil-x-japao-na-copa-de-2006-relembre
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