Colômbia suspende venda de energia a Equador após ter produtos taxados
Noboa justifica barreira tarifária por falta de combate ao narcotráfico, enquanto Petro rebate com retaliação comercial e corte no fornecimento de energia


Leonardo Almeida
Durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou que irá impor tarifas de 30% sobre produtos colombianos que entrarem no Equador. Noboa alega que a medida se deve aos poucos esforços da Colômbia em combater o narcotráfico na fronteira dos países.
Em resposta, o presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que irá impor tarifas recíprocas às adotadas pelo vizinho, excluindo cerca de 20 produtos equatorianos e suspender a venda de energia para o Equador. Segundo o Ministério de Comércio da Colômbia, as exportações do Equador para Colômbia somam cerca de U$ 250 milhões
Em sua rede social, o presidente colombiano ressalta o trabalho feito no combate ao narcotráfico na Colômbia.
“Estamos combatendo incansavelmente o narcotráfico em direção ao sul por mar, terra e ar. Já estabelecemos diversos centros de coordenação de inteligência em Puerto Leguízamo, Putumayo, Colômbia, e Manaus, Brasil, e inauguramos um dos 16 modernos sistemas de radar que adquiri em Leticia, Amazonas. A colaboração com as Forças Armadas equatorianas é estreita”, afirmou Petro.









