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China provavelmente armou mais de 100 mísseis balísticos intercontinentais, diz Pentágono

Gigante asiático está expandindo e modernizando seu estoque de armas mais rapidamente do que qualquer outra potência com armas nucleares

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Reuters
22/12/2025, 18:34 • Atualizado em 22/12/2025, 18:34
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Veículos militares transportando mísseis balísticos intercontinentais DF-41 desfilam pela Praça Tiananmen, em Pequim, China 1º de outubro de 2019 | Reuters/Jason Lee

Veículos militares transportando mísseis balísticos intercontinentais DF-41 desfilam pela Praça Tiananmen, em Pequim, China 1º de outubro de 2019 | Reuters/Jason Lee

É provável que a China tenha carregado mais de 100 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) em seus três campos de silo mais recentes e não deseja negociações sobre controle de armas, apontou um relatório preliminar do Pentágono que destacou as crescentes ambições militares de Pequim.

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A China está expandindo e modernizando seu estoque de armas mais rapidamente do que qualquer outra potência com armas nucleares. Pequim descreveu os relatos da intensificação militar como esforços para "difamar e caluniar a China e deliberadamente enganar a comunidade internacional".

No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode estar trabalhando em um plano de desnuclearização com a China e a Rússia. Mas o rascunho do relatório do Pentágono visto pela Reuters afirma que Pequim não parece estar interessada.

"Continuamos a não ver qualquer apetite de Pequim para buscar tais medidas ou discussões mais abrangentes sobre controle de armas", disse o relatório.

Em particular, o relatório disse que a China provavelmente colocou mais de 100 ICBMs DF-31 de combustível sólido em campos de silo próximos à fronteira da China com a Mongólia – o mais recente de uma série de locais de silo. O Pentágono havia informado anteriormente a existência dos campos, mas não o número de mísseis carregados.

O Pentágono preferiu não comentar e a embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O relatório preliminar do Pentágono não identificou nenhum alvo em potencial dos mísseis recém-colocados. Autoridades norte-americanas observaram que o relatório pode sofrer alterações antes de ser enviado aos parlamentares.

Segundo o rascunho, o estoque de ogivas nucleares da China ainda estava na casa dos 600 em 2024, o que refletia "uma taxa de produção mais lenta em comparação com os anos anteriores".

Mas a expansão nuclear da China está em andamento, diz o relatório, e ela está no caminho para ter mais de 1.000 ogivas até 2030.

A China afirma que adere a uma "estratégia nuclear de autodefesa e segue uma política de não primeiro uso".

Trump expressou o desejo de que os Estados Unidos retomem os testes de armas nucleares, mas não está claro como isso será feito.

O ex-presidente norte-americano Joe Biden e Trump, durante seu primeiro mandato, procuraram envolver a China e a Rússia em negociações para substituir o New START por um tratado de controle de armas nucleares estratégicas de três vias.

O amplo relatório do Pentágono detalhou o acúmulo militar da China e disse que "a China espera ser capaz de lutar e vencer uma guerra em Taiwan até o final de 2027".

Pequim refina suas opções militares para tomar Taiwan pela "força bruta", disse o relatório, acrescentando que uma opção poderia incluir ataques a 1.500-2.000 milhas náuticas da China.

"Em um volume suficiente, esses ataques poderiam desafiar seriamente e interromper a presença norte-americana em um conflito na região da Ásia-Pacífico ou em torno dele", acrescentou.

O relatório surge menos de dois meses antes do fim do prazo do tratado New START de 2010, último acordo de controle de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, que limita os lados a implantar 1.550 ogivas nucleares estratégicas em 700 sistemas de lançamento.

(Reportagem de Idrees Ali; reportagem adicional de Jonathan Landay)

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