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China diz que avalia proposta dos EUA para negociar tarifas comerciais

País afirmou, contudo, que governo norte-americano deve estar preparado para corrigir práticas 'equivocadas' e cancelar taxas unilaterais

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Camila Stucaluc
02/05/2025, 06:52 • Atualizado em 02/05/2025, 06:52
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Bandeiras da China e dos Estados Undios | Reprodução iStock

Bandeiras da China e dos Estados Undios | Reprodução iStock

O Ministério do Comércio da China emitiu um comunicado, nesta sexta-feira (2), dizendo que está avaliando uma proposta dos Estados Unidos para negociar as tarifas de importação. Os países encontram-se em uma guerra comercial, na qual os produtos chineses sofrem taxas de 145%, enquanto as importações norte-americanos enfrentam tarifas de 125%.

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"Os Estados Unidos tomaram a iniciativa de transmitir informações à China, expressando o desejo de iniciar conversas. A China está atualmente avaliando essa proposta”, escreveu a pasta. “Se os Estados Unidos quiserem conversar, devem mostrar sinceridade e estar dispostos a corrigir práticas equivocadas e cancelar tarifas unilaterais”, acrescentou.

Esta é a primeira vez que a China reconhece a existência de conversas com os Estados Unidos sobre as tarifas comerciais. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump afirmou repetidamente que autoridades chinesas estavam em contato para iniciar negociações sobre as taxas, o que foi negado por Pequim, que, inclusive, afirmou que “lutaria até o fim” em uma guerra comercial.

Apesar de dizer avaliar a possibilidade de negociação, a China advertiu que não irá tolerar caso Washington “use as conversas como pretexto para coação e extorsão”. "Em qualquer diálogo, se a parte norte-americana não corrigir suas equivocadas medidas tarifárias, isso quer dizer que a parte americana não é sincera e prejudicará ainda mais a confiança mútua entre as partes.”

Entenda a guerra comercial

A guerra comercial entre Estados Unidos e China começou após Trump implementar tarifas retaliatórias para 185 países e regiões, incluindo Pequim. O anúncio teve grande repercussão internacional, o que fez o republicano adiar a medida por 90 dias, mantendo um imposto mínimo de 10% aos países. A decisão, contudo, não englobou a China, que havia retaliado a medida.

O embate escalou com as semanas e terminou com Washington impondo uma tarifa de 145% contra a China. Pequim, por sua vez, aplicou taxas de 125% sobre as importações dos Estados Unidos e suspendeu negócios com 18 empresas norte-americanas. O país também começou a procurar novos parceiros comerciais para garantir a economia.

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