Brasileira acusada de matar ex-namorado pode pegar prisão perpétua na Itália
Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, é suspeita de premeditar crime que tirou a vida de Fabio Ravasio, de 52; caso ocorreu em agosto de 2024

Sofia Pilagallo
Uma brasileira acusada de homicídio pode pegar prisão perpétua na Itália, segundo a imprensa local. Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, apelidada de "a Louva-a-Deus de Parabiago", ou "Viúva negra brasileira", é suspeita de matar o então namorado, o italiano Fabio Ravasio, de 52 anos.
O crime ocorreu na noite de 9 de agosto de 2024. Ravasio voltava para casa de bicicleta por uma estrada provincial em Parabiago, comuna na região da Lombardia, quando foi atropelado. Ele chegou a ser socorrido a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Além de Adilma, outros sete são réus no caso. O Ministério Público pediu pena de prisão perpétua para Mirko Piazza, Mohamed Dahibi, Fabio Lavezzo e Marcello Trifone; uma pena de 24 anos para Igor Benedito, filho de Adilma, e Massimo Ferretti; e uma pena de nove anos e quatro meses para Fabio Oliva.
Benedito é um dos sete filhos de Adilma. Já Trifone e Massimo eram os amantes da brasileira. Ela vivia com Ravasio desde que os filhos gêmeos do casal nasceram, há nove anos, mas ainda era formalmente casada com Ferretti desde janeiro de 2016.
Segundo o Ministério Público, cada um dos sete réus desempenhou um papel específico no crime, desde dirigir o carro para atropelar Ravasio até fornecer informações para distrair sua atenção. Todos, exceto Oliva, um mecânico que providenciou o carro usado no atropelamento, são acusados de premeditação.
A juíza do caso, Anna Giorgetti, aponta que Adilma teria arquitetado o crime para ter acesso ao patrimônio de 3 milhões de euros (R$ 17,2 milhões) de Ravasio, pai de dois de seus sete filhos. A suspeita teria feito promessas de comprar casas para os demais réus.
Histórico criminoso
Nascida no Rio Grande do Norte, Adilma tem um longo histórico de envolvimento em atividades criminosas. Ela é investigada também pelo homicídio de seu segundo marido, em 2011, e chegou a cumprir pena por tráfico de drogas ao ser flagrada com 12 quilos de cocaína. Ambos os crimes ocorreram na Itália.
A morte de Della Malva foi inicialmente tida como um mal súbito, mas depois passou a ser tratada como homicídio. Segundo as investigações, a vítima teria sido forçada por um amante de Adilma, identificado como Maurizio Massè, a ingerir um saco plástico recheado de cocaína, o que levou a uma overdose fatal.
O crime teria sido arquitetado por Adilma, que pretendia herdar bens de Della Malva, como dinheiro e uma valiosa coleção de relógios. Autoridades judiciais da Itália descrevem a brasileira como uma pessoa "gananciosa" que "coloca o dinheiro no centro de sua existência".









