Brasil x Escócia: palco do jogo já recebeu NFL, tênis e F1
Hard Rock Stadium se transformou em uma das arenas multiuso mais modernas do mundo; conheça o local

A partida entre Brasil e Escócia, nesta quarta-feira (24), pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, será disputada em um dos estádios mais versáteis e modernos do planeta.
Localizado em Miami, o Hard Rock Stadium, rebatizado pela Fifa como Miami Stadium durante o Mundial, vai muito além do futebol.
Casa do Miami Dolphins, uma das franquias mais tradicionais da NFL, o estádio já recebeu seis edições do Super Bowl, torneios de tênis, corridas de Fórmula 1 e grandes eventos internacionais, consolidando-se como um dos principais centros de entretenimento dos Estados Unidos.
De Super Bowl à Copa do Mundo
Inaugurado em 1987 e com capacidade para cerca de 65 mil torcedores, o Hard Rock Stadium passou por uma ampla modernização entre 2014 e 2017. Desde então, ampliou significativamente sua agenda de eventos.
Além da NFL, a arena sediou jogos da Copa América de 2024, da Copa do Mundo de Clubes de 2025 e agora recebe partidas da Copa do Mundo de 2026.
O estádio também tem histórico com a Seleção Brasileira. Esta será a quarta partida do Brasil no local.
A primeira ocorreu em 2013, quando a equipe goleou Honduras por 5 a 0. Em 2014, venceu a Colômbia por 1 a 0, com gol de Neymar. Já em 2019, brasileiros e colombianos empataram por 2 a 2.
Arena se transforma para receber tênis e Fórmula 1
Uma das características mais impressionantes do Hard Rock Stadium é sua capacidade de adaptação.
Todos os anos, uma quadra temporária de tênis é instalada dentro da arena para receber o Miami Open. Em 2026, um dos maiores públicos do torneio acompanhou o duelo entre João Fonseca e Carlos Alcaraz, reunindo cerca de 17 mil espectadores.
O local também serve de base para o Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1. O circuito é montado ao redor do estádio e transforma completamente a estrutura do complexo, que recebe camarotes de luxo, áreas VIP e espaços temáticos durante o fim de semana da corrida.
Segundo dados divulgados pelos organizadores, a montagem da estrutura da Fórmula 1 envolve milhões de quilos de aço, centenas de tendas e mais de 300 caminhões operando diariamente.
Modelo estrutural comandado por bilionário
O Hard Rock Stadium pertence ao bilionário Stephen Ross, que também é dono do Miami Dolphins,
Ross mantém uma fazenda especializada na produção de gramados esportivos nas proximidades de West Palm Beach, na Flórida. A estrutura permite que o estádio faça rápidas trocas de superfície para atender os diferentes eventos que recebe ao longo do ano.
Após o GP de Miami, disputado em maio, milhares de profissionais atuaram na desmontagem da estrutura montada para a Fórmula 1 e na preparação do gramado para a Copa do Mundo. Assim que o Mundial terminar, o processo será revertido novamente para receber a temporada da NFL e do futebol americano universitário.
Especialistas em gestão esportiva apontam o Hard Rock Stadium como um dos principais exemplos do conceito de arena multiuso. A estratégia permite ao estádio gerar receitas durante todo o ano, combinando esporte, entretenimento, hospitalidade premium e tecnologia.
“O grande diferencial não está apenas em receber uma partida da NFL ou uma corrida de Fórmula 1, mas em criar uma infraestrutura capaz de oferecer experiências de alto nível em qualquer modalidade, aproveitando a mesma tecnologia, a mesma operação e a mesma base de fãs. O torcedor não compara apenas um jogo com outro. Ele compara experiências”, afirma Robson Carlo, sócio-fundador da plataforma de gestão de ingressos FutebolCard.
O modelo é visto como uma tendência global entre grandes arenas esportivas, que buscam diversificar receitas e oferecer experiências cada vez mais completas aos torcedores.
“O modelo multiuso adotado por arenas como o Hard Rock Stadium representa uma evolução importante na gestão esportiva. A possibilidade de receber eventos de diferentes modalidades em sequência aumenta a eficiência do ativo e potencializa sua geração de receita”, destaca Sérgio Shildt, presidente da Recoma, empresa de infraestrutura esportiva.















