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Banco Mundial: Brasil deve crescer menos que América Latina

Projeção aponta para 2,1% de crescimento em 2026, ritmo inferior aos 2,2% estimados para a região

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Duda Ventura
Edifício do Grupo Banco Mundial, em Washington D.C. | Foto: Wikipédia

Edifício do Grupo Banco Mundial, em Washington D.C. | Foto: Wikipédia

Uma projeção do Banco Mundial, divulgada nesta terça-feira (6), indica que o Brasil deve crescer 2,1% em 2026. O ritmo é inferior à média esperada para a região da América Latina e do Caribe, estimada em 2,2% para este ano.

Segundo o Banco Mundial, tanto o Brasil quanto o México – as duas maiores economias da região – devem crescer em ritmo igual ou inferior à média regional. Nesta conta pesam os juros elevados adotados pelos governos para controlar a inflação, as incertezas sobre as políticas econômicas e o enfraquecimento dos investimentos públicos.

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A instituição também aponta para Paraguai e El Salvador como as economias locais que mais devem crescer, com, respectivamente, 4,7%, e 4,5%. Essas taxas seriam justificadas por políticas de controle dos gastos públicos de ambos, que teriam ajudado a estimular os investimentos privados.

O Banco Mundial ainda descreve o fenômeno climático do El Niño e a variação dos preços da energia, derivada do conflito no Oriente Médio como fatores que devem afetar a atividade econômica nos países.

A estimativa de crescimento do Brasil vem diminuindo desde 2024, quando a taxa projetada era de 3,4%. Para 2027 e 2028, o Banco Mundial prevê altas de 1,7% e 2,3%, respectivamente.

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