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Argentina ordena prisão de Maduro por crimes contra a humanidade

Pedido de captura foi feito à Interpol; presidente venezuelano é investigado por tortura, sequestro e perseguição

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Camila Stucaluc
24/09/2024, 07:39 • Atualizado em 24/09/2024, 07:39
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Justiça da Argentina ordenou a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por crimes contra a humanidade. A decisão, divulgada na noite de segunda-feira (23), também pede a detenção de 30 aliados do político, incluindo do ministro do Interior, Diosdado Cabello, conhecido como “braço direito” do líder venezuelano.

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O pedido de captura internacional foi emitido sob o princípio de jurisdição universal, que dá competência a Estados para julgarem crimes contra a humanidade fora de seus territórios. No processo, Maduro é investigado por violações de direitos humanos, como plano sistemático de repressão, tortura, sequestros, perseguição e execuções.

Segundo os promotores, as violações ocorrem desde 2014, mas foram “agravadas” após a eleição presidencial deste ano, na qual Maduro foi declarado vencedor, sem mostrar os registros de votação. Um grupo de testemunhas afirmou ter sofrido tortura e detenções ao questionar o resultado do pleito e por participar de protestos conta o governo.

"Com a gravidade e transcendência dos fatos, é apropriado ordenar a prisão imediata - via Interpol - de Nicolás Maduro Moros e Diosdado Cabello, para fins de extradição para esta República Argentina. É imperativo que todos os responsáveis pelas graves violações dos direitos humanos e crimes contra a humanidade sejam levados a julgamento”, diz um trecho da decisão, divulgado pelo La Nación.

Maior número de presos políticos do século

O pedido de prisão acontece no momento em que a Venezuela registra o maior número de presos políticos do século: 1.834. Do total, mais de 1,5 mil detenções ocorreram após o dia 29 de julho, quando houve a divulgação da reeleição de Maduro.

“A situação pós-eleitoral inclui prisões de pessoas que só saíram para protesta. ários parentes de detidos e organizações de direitos humanos denunciaram queos presos são acusados, entre outros crimes, de terrorismo, e não podem ser defendidos por advogados particulares”, disse o Fórum Penal da Venezuela, que contabiliza as prisões.

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