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Talibã proíbe mulheres de trabalhar na ONU e entidade responde: "desprezível"

Grupo extremista continua revogando direitos femininos no Afeganistão

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Camila Stucaluc
06/04/2023, 12:29 • Atualizado em 31/10/2023, 17:32
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Neste ano, a ONU classificou o país como o mais repressivo para mulheres | ONU

Neste ano, a ONU classificou o país como o mais repressivo para mulheres | ONU

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O Alto Comissário de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Volker Turk, comentou sobre o governo Talibã proibir mulheres afegãs de trabalhar na entidade. O diplomata classificou a medida como "totalmente desprezível", afirmando que a ação irá contribuir ainda mais para "corroer" os direitos humanos femininos.

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Isso porque, desde que assumiu o Afeganistão, em 2021, o regime Talibã vem excluindo as mulheres da sociedade, proibindo-as de estudar, trabalhar, viajar e frequentar locais como parques e academias. O uso da burca em espaços públicos também foi reforçado. Neste ano, a ONU classificou o país como o mais repressivo para mulheres.

"Trata-se de um ataque sistemático e implacável contra o povo do Afeganistão no seu conjunto por parte das autoridades talibãs, que parecem estar a trabalhar ativamente para incapacitar, intimidar e assediar metade da população. A liderança talibã deve repensar essas políticas deploráveis contra as mulheres, para o bem do povo", disse Turk.

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O diplomata comentou ainda que a proibição das mulheres nos trabalhos da ONU irá afetar a crise humanitária no país. Segundo ele, atualmente, 28,3 milhões de pessoas precisam "desesperadamente de assistência humanitária" - cenário que já havia sido impactado quando o Talibã proibiu a participação de mulheres em trabalhos organizacionais.

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