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Parlamento da França aprova lei de passaporte vacinal contra covid

Medida tem como objetivo aumentar a taxa de imunização no país e conter os casos da doença

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Documento será válido para entrada em todos os estabelecimentos fechados | Unsplash
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O Parlamento da França aprovou, na madrugada desta 5ª feira (6.jan), a proposta do governo federal de adicionar o passaporte de vacinação contra a covid-19 na legislação do país. A medida segue agora para aprovação do Senado.

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Segundo o texto, o documento será obrigatório para qualquer cidadão com mais de 16 anos acessar os estabelecimentos fechados da região, como cafés, restaurantes, cinemas, museus e eventos, bem como trens de média e longa viagem. Além disso, a regra deve banir a opção de apresentar o resultado negativo para a doença nos locais.

Em defesa, os parlamentares argumentaram que a proposta pode ampliar a imunização contra a covid-19 entre os cerca de 4 milhões de franceses que ainda não receberam a dose da vacina. A situação gera preocupação, uma vez que o país vem registrando altos números de infecções pela doença, principalmente devido à propagação da variante ômicron.

Apesar de ter sido aprovado com a grande maioria dos votos, o projeto gerou tumulto no congresso depois que o presidente Emmanuel Macron afirmou que a norma era para "irritar" os não vacinados. Segundo ele, a estratégia é "limitar o máximo possível" o acesso em locais daqueles que ainda não aceitaram se vacinar, com exceção de unidades de saúde.

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"Quando a minha liberdade ameaça a liberdade de outras pessoas, me torno uma pessoa irresponsável. Uma pessoa irresponsável não pode mais ser considerada cidadã. Eu não vou prendê-los, nem vou forçar a vacinação deles. Ainda assim, preciso dizer que a partir do dia 15 você não vai mais poder ir a um restaurante, a um bar, a um café, ao teatro ou ao cinema [se não se vacinar]", afirmou.

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