Moraes ordena que Receita apure acessos de dados de ministros do STF e de mais de 130 familiares nos últimos 5 anos
Decisão foi dada dentro do inquérito das Fake News, investigação aberta de ofício pelo STF em 2019 e até hoje não concluída
Ranier Bragon
16/02/2026, 15:10 • Atualizado em 17/02/2026, 02:35
compartilhar
O ministro Alexandre de Moraes ordenou à Receita Federal que faça uma varredura em busca de acessos imotivados a dados seus, dos demais ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de familiares até o terceiro grau, em um total de quase 150 pessoas.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A ordem foi dada dentro do controverso inquérito das Fake News, aberto de ofício em 2019 por Dias Toffoli sem solicitação da Procuradoria-Geral da República e com base em uma interpretação do regimento do STF.
A investigação, direcionada sem sorteio a Moraes, caminha para completar sete anos no mês que vem, sem prazo de conclusão.
A notícia da ordem de que a Receita fizesse uma varredura nos registros de acesso aos dados de ministros e familiares foi dada inicialmente pela Folha de S.Paulo. Ao confirmar a informação, o SBT News apurou que o número de pessoas abarcadas na decisão de Moraes ultrapassa 140 e que a ordem é para uma varredura que contemple os últimos 5 anos.
Nos bastidores do STF há a suspeita de que integrantes da Polícia Federal estejam vazando dados sensíveis de ministros e familiares com objetivos políticos.
Toffoli e Moraes estão no centro da crise de imagem do STF envolvendo o caso Master, banco de Daniel Vorcaro liquidado pelo Banco Central em novembro e que gerou um rombo nas contas do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de cerca de R$ 50 bilhões.
Toffoli foi o relator da investigação da tentativa de venda do Master para o BRB até a semana passada, tendo assumido o caso após uma controversa decisão que retirou a competência da primeira instância.
Após relatório da Polícia Federal apontar relações suas com fundos ligados a Vorcaro na negociação do resort Tayayá, Toffoli foi forçado pelos próprios colegas a abrir mão da relatoria, que agora está com André Mendonça.
Trechos de uma possível gravação da reunião em que a saída de Toffoli foi sacramentada, revelados pelos site Poder 360, mostram ministros indignados com o que consideraram uma investigação ilegal, ou seja, sem autorização do STF, contra o ministro.
O relatório da PF reúne mensagens de celular, registros de Junta Comercial, pesquisa de agendas públicas e consultas em processos judiciais, como mostrou a coluna do analista de política do SBT News Cezar Feitoza,no sábado (14).
Alexandre de Moraes é citado no caso devido ao contrato de R$ 129 milhões firmado pelo Master com o escritório de advocacia da sua mulher, Viviane Barci.
Em manifestação anterior, Moraes disse que o escritório de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição do Master pelo BRB. O SBT News procurou a assessoria do STF na manhã desta segunda (16), mas não houve manifestação.
A Receita Federal afirmou apenas que "recebe diversas demandas judiciais de informação, não se manifestando sobre elas por conta de sigilo tributário e, muitas vezes, também judicial".
Moraes ordena que Receita apure acessos de dados de ministros do STF e de mais de 130 familiares nos últimos 5 anosDecisão foi dada dentro do inquérito das Fake News, investigação aberta de ofício pelo STF em 2019 e até hoje não concluída
Justiça2026-02-16T15:10:21.329ZO ministro Alexandre de Moraes ordenou à Receita Federal que faça uma varredura em busca de acessos imotivados a dados seus, dos demais ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de familiares até o terceiro grau, em um total de quase 150 pessoas. A ordem foi dada dentro do controverso inquérito das Fake News, aberto de ofício em 2019 por Dias Toffoli sem solicitação da Procuradoria-Geral da República e com base em uma interpretação do regimento do STF. A investigação, direcionada sem sorteio a Moraes, caminha para completar sete anos no mês que vem, sem prazo de conclusão. A notícia da ordem de que a Receita fizesse uma varredura nos registros de acesso aos dados de ministros e familiares foi dada inicialmente pela Folha de S.Paulo. Ao confirmar a informação, o SBT News apurou que o número de pessoas abarcadas na decisão de Moraes ultrapassa 140 e que a ordem é para uma varredura que contemple os últimos 5 anos. Nos bastidores do STF há a suspeita de que integrantes da Polícia Federal estejam vazando dados sensíveis de ministros e familiares com objetivos políticos. Toffoli e Moraes estão no centro da crise de imagem do STF envolvendo o caso Master, banco de Daniel Vorcaro liquidado pelo Banco Central em novembro e que gerou um rombo nas contas do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de cerca de R$ 50 bilhões. Toffoli foi o relator da investigação da tentativa de venda do Master para o BRB até a semana passada, tendo assumido o caso após uma controversa decisão que retirou a competência da primeira instância. Após relatório da Polícia Federal apontar relações suas com fundos ligados a Vorcaro na negociação do resort Tayayá, Toffoli foi forçado pelos próprios colegas a abrir mão da relatoria, que agora está com André Mendonça. Trechos de uma possível gravação da reunião em que a saída de Toffoli foi sacramentada, revelados pelos site Poder 360, mostram ministros indignados com o que consideraram uma investigação ilegal, ou seja, sem autorização do STF, contra o ministro. O relatório da PF reúne mensagens de celular, registros de Junta Comercial, pesquisa de agendas públicas e consultas em processos judiciais, como mostrou a coluna do analista de política dono sábado (14). Alexandre de Moraes é citado no caso devido ao contrato de R$ 129 milhões firmado pelo Master com o escritório de advocacia da sua mulher, Viviane Barci. Em manifestação anterior, Moraes disse que o escritório de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição do Master pelo BRB. O SBT News procurou a assessoria do STF na manhã desta segunda (16), mas não houve manifestação. A Receita Federal afirmou apenas que "recebe diversas demandas judiciais de informação, não se manifestando sobre elas por conta de sigilo tributário e, muitas vezes, também judicial". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/moraes-ordena-que-receita-apure-acessos-de-dados-de-ministros-do-stf-e-de-mais-de-130-familiares-nos-ultimos-5-anos
Homem é lançado de apartamento durante tornado na China
Vítima, de 30 anos, está internada em estado grave na UTI; fenômeno deixou ao menos 11 mortos, um desaparecido e 331 feridos, segundo autoridades locais