Justiça

Defesa de Lulinha diz ao STF que careca do INSS “arcou” com despesa de viagem a Portugal

Em entrevista ao SBT News, advogado afirmou não saber se pagamento foi feito diretamente por lobista ou empresa visitada

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Empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha | Reprodução/Redes sociais

A defesa de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, afirmou formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a viagem para Portugal com Antônio Camilo Antunes, o careca do INSS, teve os custos pagos pelo lobista, apesar de dizer que os dois nunca tiveram relação financeira.

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Em petição ao STF, que o SBT News teve acesso, a defesa afirma que Lulinha recebeu um convite para ir a Portugal e conhecer a produção de medicamentos de canabidiol. “O convite foi aceito e Antônio Camilo levou Fábio à Portugal em novembro de 2024, arcando com os custos da viagem”. O conteúdo da petição foi confirmado pelo advogado Guilherme Suguimore, que integra a defesa de Lulinha.

A investigação já havia chegado à informação de encontros e da viagem entre Lulinha e o careca. A defesa tenta antecipar esclarecimentos quanto a suspeitas sobre repasses de recursos para contas do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tônica da defesa é dizer que a viagem foi custeada pelo careca, mas que Lulinha desconhece detalhes.

Em entrevista ao SBT News, a defesa confirmou que houve pelo menos três encontros. No documento ao STF, os advogados classificam a relação de “esporádica”.

“Era com esse Antônio Camila, suposto empresário de sucesso da área farmacêutica e parceiro comercial de sua amiga, que o peticionário teve relação esporádica e de natureza social. Fábio Luís jamais firmou qualquer tipo de relação comercial com Antônio Camilo, tampouco tinha conhecimento sobre fraudes no INSS ou outras ilegalidades”, escrevem os advogados na petição ao STF.

“Em um dos encontros, Antônio Camilo contou sobre o projeto comercial World Cannabis e o peticionário demonstrou interesse no tema do canabidiol medicinal – especialmente por ter uma sobrinha que faz tratamento para epilepsia e já enfrentou dificuldades com a qualidade e disponibilidade dos medicamentos. Nessa mesma conversa, Antônio Camilo contou que iria a Portugal para conhecer a produção dos medicamentos e convidou o peticionário a acompanhá-lo sem qualquer compromisso”, explicam.

A defesa de Lulinha também minimiza a possível existência de negócios entre eles porque, antes de 2024, não haviam investigações.

“Ainda que tivesse feito quaisquer dessas ações (e não fez), não haveria aí indício de participação em crime, pois entendia estar acompanhando um bem-sucedido empresário da área farmacêutica, em uma viagem para conhecer um projeto supostamente legítimo”.

O gabinete de André Mendonça informou ao SBT News que o ministro não irá comentar o caso porque ainda está sob sigilo.

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