Justiça

Mizael Bispo é desligado da PM após quase 12 anos da condenação

Ex-policial militar foi sentenciado a mais de 21 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada Mércia Nakashima

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Mizael Bispo e Mércia Nakashima
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O Tribunal de Justiça Militar atendeu ao pedido do Ministério Público de São Paulo e decidiu, nesta 3ª feira (19.abr), pela expulsão da Polícia Militar do estado de Mizael Bispo de Souza, que foi condenado, em 2010, pelo assassinato da ex-namorada Mércia Nakashima.

De acordo com o despacho, ficará sob responsabilidade da Diretoria de Saúde da corporação o recolhimento da identidade funcional de Mizael, tal como a revogação de um eventual certificado de registro de arma de fogo e a cassação de eventuais medalhas, láureas e condecorações do réu.

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Contudo, a Justiça Militar informa que, apesar da anulação oficial da graduação de praça da PM, por tratar-se de direito adquirido, Mizael Bispo terá mantida a aposentadoria, uma vez que o crime foi cometido após o agente ter sido reformado da corporação.

O pedido de desligamento foi encaminhado ao Comando da Polícia Milita e ao Tribunal de Justiça Militar que promotor do MP-SP Rodrigo Merli, que já havia conseguido uma decisão proibindo o réu de reaver duas armas de fogo, depois de ser beneficiado, em 2019, pela progressão de regime, do fechado ao semiaberto.

Relembre o caso

Mizael Bispo e Mércia Nakashima eram sócios em um escritório de advocacia e namoraram, por 4 anos, até setembro de 2009. A advogada desapareceu em 23 de maio de 2010, depois de sair da casa avó

A advogada Mércia Nakashima desapareceu, em 23 de maio de 2010, depois de sair da casa da avó, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Durante as buscas, familiares relataram à polícia o término conturbado com Mizael Bispo, com que ela mantivera um relacionamento, de 4 anos, até setembro de 2009, além de uma sociedade em um escritório de advocacia.

O corpo de Mércia só foi encontrado em 11 de junho, por um pescador, na represa Atibainha, em Nazaré Paulista, a cerca de 64 quilômetros de São Paulo. O carro da vítima havia sido localizado, a poucos metros do local, no dia anterior. Segundo relatório da investigação, o ex-PM atirou no queixo da advogada, trancou-a dentro do veículo e o empurrou para dentro da represa, com a ex-namorada ainda viva.

Mizael Bispo foi denunciado por homicídio triplamente qualificado - por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima - e por ocultação de cadáver. Ele foi sentenciado a 21 anos e 3 meses de prisão.

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